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Boi gordo: com nova valorização, arroba chega a R$ 271 em São Paulo

Segundo a Safras, os preços seguem elevados por conta da oferta muito restrita, principalmente de animais que cumprem os requisitos para exportação à China

Publicador Sites Externos Publicador Sites Externos 23 de outubro de 2020 às 21h21
Boi, pastagem, bovinos

Foto: Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo

Os preços do boi gordo voltaram a subir nesta sexta-feira, 23, em todas as regiões de produção e comercialização do país. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a nova rodada de alta nos preços ocorreu por conta da oferta muito restrita, principalmente de animais que cumprem os requisitos para exportação à China. “Não há indícios de alteração consistente na curva, com todos os fatores apontando o contrário”, diz o analista.

“A demanda doméstica também vai exercer um papel relevante durante o último bimestre, avaliando a entrada do 13º salário, abono de férias e outras bonificações como motivador do consumo. Importante destacar que esse consumo será inferior em relação a anos anteriores, no entanto, será o auge da demanda para este complicado ano de 2020”, assinala Iglesias.

Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 271 a arroba, ante R$ 269 – R$ 270 na quarta-feira. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 265 a arroba, contra R$ 264. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os valores chegaram a R$ 263 a arroba, contra R$ 261 a arroba. Em Goiânia, Goiás, a cotação bateu R$ 260, ante R$ 254 – R$ 255. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 251 a arroba, ante R$ 249.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina também subiram. De acordo com Iglesias, o indicativo é de aumentos mais agressivos na primeira quinzena de novembro, período que contará com a entrada da massa salarial na economia como elemento motivador da reposição entre atacado e varejo. “Com o final do ano, pico do consumo, se aproximando, restará saber qual será a capacidade do consumidor médio de absorver tantos reajustes”, pontua Iglesias.

Com isso, o corte traseiro subiu de R$ 19,50 o quilo para R$ 19,60 o quilo. O corte dianteiro passou de R$ 14,35 o quilo para R$ 14,40 o quilo, e a ponta de agulha subiu cinco centavos, indo a R$ 14,35 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,64%, sendo negociado a R$ 5,6310 para venda e a R$ 5,6290 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5660 e a máxima de R$ 5,6350. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,25%.

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