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Boi gordo: vendas no mercado físico avançam e preços seguem em queda

Os negócios fluíram de maneira satisfatória nas principais regiões de comercialização, com os pecuaristas aceitando valores menores, diz Safras

Publicador Sites Externos Publicador Sites Externos 19 de novembro de 2020 às 20h57
Boi Nelore

Foto: Fazenda Terra Boa

O mercado físico de boi gordo teve preços pouco alterados nesta quinta-feira, 19. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a pressão de baixa exercida pelos frigoríficos diminuiu, e os negócios fluíram de maneira satisfatória nas principais regiões de comercialização, com os pecuaristas aceitando os patamares mais baixos.

“De qualquer maneira, os custos de nutrição animal são um grande problema para os confinadores neste momento, o que torna a retenção mais complicada, da mesma forma que as chuvas registradas nesta semana também prejudicam a retenção dos animais”, diz Iglesias.

O grande limitador para quedas mais agressivas nos preços do boi gordo é a situação da oferta, que permanece restrita neste período que é o de maior demanda por carne bovina ao longo de todo o ano. “A tendência é que a oferta de animais de pasto esteja apta ao abate apenas no final do primeiro trimestre, consequência da estiagem prolongada que ocorreu em 2020”, destaca o analista.

Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 281 a arroba, ante R$ 282 na quarta. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores ficaram em R$ 275 a arroba, estáveis. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a cotação permaneceu inalterada, em R$ 270 a arroba. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 272 a arroba, estável. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 268 a arroba, contra R$ 267.

Atacado

No mercado atacadista, os preços seguem firmes. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços, em linha com o ápice do consumo no decorrer do último bimestre, cenário que remete a uma reposição mais rápida entre atacado e varejo. “Por sua vez, as exportações continuam em ótimo nível, ainda uma consequência do forte apetite de compra por parte da China. O gigante asiático ainda busca preencher a lacuna de oferta formada pela Peste Suína africana, que dizimou relevante parcela do rebanho suinícola local”, assinalou Iglesias.

Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 16,30 o quilo, e a ponta de agulha continuou em R$ 15,70 o quilo.

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