Belem Pará 24 05 2018 Uma comitiva com representantes do setor agropecuário do Pará participa da 86ª Seção Geral da Assembleia Mundial de Delegados, promovida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE na sigla em inglês), que iniciou no domingo, 20, e segue até esta sexta-feira, 25, em Paris, na França. O estado do Pará, juntamente com os estados do Amapá, Amazonas e Roraima recebe, nesta quinta-feira, 24, a certificação internacional de área totalmente livre de febre aftosa com vacinação, tornando todo o Brasil 100% livre da doença. Durante a Assembleia Mundial dos Delegados da OIE, que reúne 800 representantes de 181 países signatários, serão discutidas normas de erradicação de doenças de animais (inclusive as transmissíveis a pessoas, como brucelose, tuberculose, influenza aviária e vaca louca), segurança sanitária do comércio internacional de animais e produtos de origem animal, bem-estar animal e alterações do Código Sanitário para Animais Terrestres. Também será apresentada a implantação dos Padrões da OIE pelos Países Membros da OIE, a situação atual e necessidades específicas de capacitação. FOTO: ASCOM / ADEPARÁ
O setor de saúde animal registrou um crescimento de cerca de 18% em 2021, em comparação ao ano anterior, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). A pandemia do coronavírus aumentou a demanda externa por proteína, que aqueceu o setor enquanto a crise econômica e a alta nos preços afetavam o Brasil e direcionavam o consumo interno para tipos mais variados de carnes.
- Embrapa: Sombra artificial em confinamento reduz consumo de água do rebanho
- Vacas que recebem carinho podem produzir até 2 kg a mais de leite por dia
Estimativas anteriores previam uma média de alta de apenas 8,4%. O Sindan aponta alguns aspectos que contribuíram para esse aumento expressivo. Entre os principais estão a alta das exportações, principalmente em carne bovina e suínos, crescimento na demanda por proteína, melhora na produtividade do setor agropecuário, aumento no número de adoção de pets e relações mais próximas entre os animais de companhia e os tutores, o que intensificou o cuidado.

Foto: Ascom/ Adepará
“Quase todos os importadores da carne do Brasil aumentaram suas demandas. Somando isso a uma busca maior por eficiência na produção agropecuária e um movimento do mercado de valorização do bem-estar dos animais, isso rendeu um crescimento expressivo no setor de saúde animal. Além disso, temos visto uma grande movimentação no setor pet. Com o aumento no número de animais de companhia nos lares brasileiros, os tutores começaram a investir mais na saúde e bem-estar dos animais, movimentando o mercado”, afirma Emilio Salani, vice-presidente executivo do Sindan.
Para este ano, a expectativa do setor é de um crescimento um pouco menor, embora acima da média histórica do segmento de saúde animal.
Entre os motivos apontados pelo Sindan estão crescimento mais moderado das exportações, a alta nos custos com insumos, que podem impactar os preços dos produtos e o arrefecimento do mercado pet. As projeções para 2022 são de crescimento em torno de 12%.
Projeção para indústria de saúde animal em 2022
– Bovinos: crescimento de 10,5% para animais sem aftosa – Virada do ciclo da pecuária com pressão no preço da arroba; repasse dos preços dos laboratórios por conta dos insumos; aumento de pressões ambientais; possíveis embargos por motivações políticas; baixo crescimento em exportação e diminuição do mercado de aftosa.
– Aves: crescimento de 9,9% – Aumento nos custos de produção; mercado interno aquecido para ovos e carne de frango; manutenção de preços elevados.
– Suínos: crescimento de 13,3% – Retomada do plantel de suínos da China; diminuição de exportações; alta demanda por vacina e mais medicamentos; queda no uso de antimicrobianos e uso maior de aditivos de performance.
– Equinos: crescimento de 9% – Necessidade de importar outras fontes de proteína e crescimento linear sem eventos particulares.
– Pets: crescimento de 16,5% – Estabilização da curva de crescimento; mercado continua aquecido estimulado pelo isolamento social; aumento de preços e chegada de novos produtos; cuidados mais especializados e aumento de medicalização.