O abate de bovinos no Brasil alcançou 10,72 milhões de cabeças no segundo trimestre de 2026, estabelecendo o maior resultado já registrado para o período na série histórica. O volume representa crescimento de 4% em relação aos três primeiros meses do ano.
Os números fazem parte das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conforme informações publicadas pelo Canal Rural.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o avanço foi de 1,3%, reforçando o ritmo elevado da atividade frigorífica brasileira entre abril e junho deste ano.
Abate de suínos também avança
O levantamento do IBGE mostra que o crescimento não ficou restrito à bovinocultura. O abate de suínos atingiu 15,70 milhões de cabeças no segundo trimestre, também o maior resultado registrado para o período.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, houve crescimento de 2,6%. Frente ao mesmo período de 2025, o avanço chegou a 4%.
Já o abate de frangos apresentou comportamentos distintos dependendo da base de comparação. Foram abatidas 1,69 bilhão de aves, volume recorde para um segundo trimestre.
Em relação aos primeiros três meses de 2026, porém, houve recuo de 1,2%. Na comparação anual, o resultado representa crescimento de 2,8%.
Captação de leite chega a 6,61 bilhões de litros
A aquisição de leite cru pelas indústrias somou 6,61 bilhões de litros entre abril e junho. O volume ficou 2,5% abaixo do registrado no primeiro trimestre deste ano, mas apresentou crescimento de 1% na comparação com o mesmo período de 2025.
Apesar do recuo trimestral, o IBGE apontou resultados históricos na captação. Abril, maio e junho de 2026 registraram os maiores volumes da série para esses meses quando considerados os segundos trimestres.
Somente em maio, a captação de leite cru ultrapassou 2,23 bilhões de litros, o maior volume mensal registrado no trimestre.
Couro e produção de ovos registram crescimento
Outro segmento que apresentou avanço foi o de couro bovino. A aquisição de couro cru atingiu 10,96 milhões de peças no segundo trimestre, alta de 1,9% tanto em relação ao primeiro trimestre de 2026 quanto na comparação com o mesmo período do ano passado.
A produção de ovos de galinha chegou a 1,25 bilhão de dúzias, crescimento de 2% frente ao primeiro trimestre e de 0,8% na comparação anual.
Os números mostram um segundo trimestre marcado por elevado ritmo de abate no país, especialmente entre bovinos e suínos, ao mesmo tempo em que outros segmentos da produção animal também mantiveram volumes expressivos.
No caso da pecuária bovina, as 10,72 milhões de cabeças abatidas colocam o período em um novo patamar histórico e ajudam a dimensionar o ritmo da oferta de animais destinada à indústria brasileira em 2026.
Fonte: Canal Rural, com dados do IBGE