A força dos criatórios catarinenses voltou a ganhar destaque no cenário da raça Crioula durante a 21ª edição do Mancha Crioula. Uma égua de um criatório de Itajaí (SC) repetiu o feito do ano anterior e conquistou, mais uma vez, o principal título da exposição, reforçando a consistência genética e o trabalho de seleção voltado à morfologia funcional, pontos cada vez mais valorizados por criadores e investidores do setor.

FOTO: Nestor Tipa Júnior
O evento foi realizado neste último sábado (7/2), no Sindicato Rural de Guaíba, reunindo cerca de 50 animais das pelagens tobiana, bragada e oveira. Após a disputa entre os grandes campeões, a égua Marconi Tatuagem foi consagrada como o melhor exemplar da exposição, garantindo o bicampeonato no Mancha Crioula sob avaliação do jurado Jaime Bicca de Freitas.
Na avaliação técnica, o jurado destacou o alto nível dos ventres apresentados na final. Segundo ele, a escolha se deu pela qualidade morfológica, feminilidade e correção funcional da campeã. A égua pertence à Cabanha Zermiani, criatório que vem consolidando sua presença em exposições da raça Crioula.
O título também simboliza um trabalho de longo prazo. De acordo com José Ricardo Vicente, a égua foi adquirida ainda potrinha, ao pé da mãe, e teve toda a carreira construída de forma planejada, desde as categorias de incentivo até os principais palcos da raça. “Repetir esse título como bicampeã do Mancha Crioula é o reconhecimento de um trabalho consistente, feito com critério e visão de futuro”, destacou.