MERCADO PECUÁRIO

Cotação do boi gordo registra queda em Marabá (PA) na segunda semana de janeiro

Recuo semanal atinge boi gordo, vaca e novilha no leste do Pará, em um mercado ainda marcado por oferta restrita

Por Cássia Carolina

A cotação do boi gordo encerrou a segunda semana de janeiro em queda na região de Marabá, no leste do Pará. Segundo levantamento da Scot Consultoria, divulgado neste último domingo (18/1), todas as categorias acompanhadas apresentaram recuo nos preços na comparação semanal, refletindo um momento de maior cautela nas negociações.

Cotação do boi gordo registra queda em Marabá (PA) na segunda semana de janeiro

FOTO: Pedro Guerreiro l Agência Pará

O movimento de baixa está relacionado, principalmente, à lentidão das exportações e à postura mais conservadora dos frigoríficos diante das recentes notícias envolvendo novas taxas internacionais. Apesar disso, o cenário ainda não é considerado confortável para a indústria, já que a oferta de bovinos permanece limitada e as escalas de abate seguem curtas na região.

Preços caem para boi gordo, vaca e novilha

Na comparação semanal, a queda foi generalizada. O boi gordo apresentou desvalorização de 1,3%, o equivalente a R$ 4,00 por arroba, sendo negociado a R$ 293,50/@.

Todos os valores são praticados a prazo, com desconto do Senar e do Funrural, conforme a metodologia utilizada no levantamento.

Diferencial de base segue desfavorável ao produtor

Outro ponto de atenção para o pecuarista da região é o diferencial de base. A cotação do boi gordo em Marabá está R$ 19,50/@ abaixo de São Paulo, o que representa um deságio de 6,6% em relação à principal referência do mercado brasileiro.

Esse diferencial reforça a necessidade de planejamento e cautela na comercialização, especialmente para produtores que operam com margens mais apertadas.

Expectativa para as próximas semanas

Mesmo com o ajuste negativo observado na semana, parte dos agentes do mercado avalia que o quadro pode mudar no curto prazo. A restrição na oferta de animais e as escalas curtas ainda dão sustentação ao mercado e podem abrir espaço para recuperação dos preços nas próximas semanas, caso a demanda volte a ganhar ritmo.

Para o pecuarista, o momento exige acompanhamento próximo das cotações, atenção aos custos de produção e estratégia na definição do melhor momento para fechar negócios.

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