GENÉTICA LEITEIRA

Embriões girolando viram aposta de cooperativas do Paraguai; entenda

Genética brasileira é vista como estratégia para praticamente dobrar a produção de leite na região do Chaco Paraguaio

Por Cássia Carolina

As exportações de embriões girolando podem ganhar um novo impulso internacional. Cooperativas do Paraguai decidiram investir na genética brasileira para aumentar a produtividade de rebanhos leiteiros no Chaco Paraguaio, região marcada por clima seco e altas temperaturas.

Embriões girolando viram aposta de cooperativas do Paraguai; entenda

FOTO: Divulgação

A meta é ambiciosa: sair dos atuais 3.200 kg de leite por lactação para aproximadamente 6.000 kg, praticamente dobrando a produção por vaca. As informações foram divulgadas pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, na última quinta-feira (19/2).

Cooperativas do Chaco buscam eficiência produtiva

Médicos-veterinários das cooperativas Chortitzer, Fernheim e Neuland estiveram no Brasil para conhecer de perto o modelo de melhoramento genético da raça.

A região do Chaco apresenta baixo índice pluviométrico, o que exige vacas rústicas, resistentes e capazes de manter produção mesmo em condições desafiadoras.

Girolando lidera produção de embriões no Brasil

O Girolando é atualmente a raça leiteira nacional que mais produz embriões no país. Segundo o levantamento Index Asbia Embriões 2025, foram quase 100 mil embriões produzidos apenas no primeiro semestre do ano.

Esse volume reforça a consolidação da genética brasileira no cenário nacional e internacional.

“O Girolando consolidou-se no Brasil por ser uma raça capaz de manter boas produções de leite nos mais variados sistemas de manejo, desde o pasto até o confinamento, sendo altamente adaptada às regiões dos trópicos e a climas como o do Chaco”, explica Celso Menezes, superintendente executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando.

Visita técnica reforça interesse internacional

A comitiva paraguaia foi recebida na sede da entidade, em Uberaba (MG), juntamente com o coordenador do Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG), Edivaldo Ferreira Júnior.

Durante a visita, os técnicos conheceram as tecnologias de seleção genética, os dados produtivos e reprodutivos dos animais e os sistemas de produção utilizados no Brasil.

Também integrou o grupo o consultor da IntelPec, Fernando Vilela. Esta será a primeira importação de embriões girolando realizada pelas três cooperativas paraguaias.

O que isso significa para o pecuarista brasileiro?

O interesse externo reforça a valorização da genética desenvolvida no Brasil e pode ampliar oportunidades de mercado para criadores que trabalham com embriões girolando.

Além de fortalecer a exportação de material genético, o movimento consolida a imagem da raça como base produtiva do leite tropical.

Para o produtor que investe em melhoramento, a mensagem é clara: genética de qualidade deixou de ser apenas ferramenta técnica e passou a ser ativo estratégico de mercado. E os embriões girolando estão no centro dessa movimentação.

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