PECUÁRIA
Mercado do boi gordo segue firme em São Paulo e inicia semana com preços sustentados
Oferta controlada de animais e ritmo lento de negócios mantêm as cotações estáveis no início da semana

FOTO: Divulgação l Scot Consultoria
O mercado do boi gordo começou a semana em São Paulo com poucos negócios e atuação ainda limitada de parte da indústria frigorífica. O movimento é típico para o início da semana, quando o mercado costuma operar de forma mais cadenciada.
Segundo informações divulgadas pela Scot Consultoria nesta segunda-feira (16/3), muitos frigoríficos ainda não haviam entrado nas compras. Já aqueles ativos mantiveram as negociações nas mesmas referências do fechamento da última sexta-feira (13/3).
Oferta ajustada sustenta preços da arroba
Mesmo com o ritmo mais lento, o mercado do boi gordo seguiu firme, sustentado principalmente pela oferta controlada de animais terminados.
A disponibilidade de boiadas se manteve compassada, o que evitou pressão negativa sobre as cotações. Na comparação com o fechamento da semana anterior, os preços permaneceram estáveis.
As escalas de abate ficaram, em média, em nove dias, um nível que indica certo conforto para a indústria, mas ainda sem excesso de oferta no curto prazo.
Alagoas registra valorização na arroba
Diferente de São Paulo, a praça de Alagoas apresentou reação positiva no início da semana.
Houve valorização de R$ 2,00/@ para o boi gordo e para a vaca na comparação com o fechamento anterior. Já a cotação da novilha permaneceu estável.
Atacado sente demanda fraca e preços recuam
No mercado atacadista, o cenário foi de menor dinamismo na reposição.
A demanda mais lenta por parte do varejo manteve o escoamento da carne em ritmo moderado, o que pressionou as cotações da carne com osso.
- Boi capão: queda de 1,1% (R$ 0,25/kg), cotado a R$ 23,55/kg
- Boi inteiro: queda de 1,1%, cotado a R$ 22,30/kg
- Vaca: recuo de 1,4% (R$ 0,30/kg), cotada a R$ 21,25/kg
- Novilha: queda de 1,8% (R$ 0,40/kg), negociada a R$ 21,75/kg
Frete mais caro pode mudar o cenário
Apesar da pressão no atacado, fatores externos seguem no radar do pecuarista.
A alta nos combustíveis tem impacto direto sobre o custo do transporte, elevando o preço do frete. Esse movimento pode limitar quedas mais acentuadas no preço final da carne, equilibrando o mercado nas próximas semanas.
Proteínas concorrentes influenciam consumo
No mercado de proteínas alternativas, o comportamento foi misto e também entra na conta do consumo:
- Frango: queda de 2,9%, cotado a R$ 6,00/kg
- Suíno: alta de 1,0%, negociado a R$ 10,40/kg
Esse cenário reforça a concorrência entre proteínas, fator que influencia diretamente o escoamento da carne bovina e, consequentemente, o mercado do boi gordo.
Perspectiva: mercado deve seguir firme no curto prazo
A expectativa é de manutenção desse cenário ao longo da semana, com o mercado do boi gordo sustentado pela oferta ajustada, mesmo diante de uma demanda ainda moderada no atacado.
Para o pecuarista, o momento é de atenção ao comportamento das escalas, à movimentação da indústria e aos custos logísticos, que seguem como variáveis-chave na formação dos preços.



