A entrada em vigor provisória do acordo entre União Europeia e Mercosul, prevista para 2026, deve provocar mudanças profundas no agronegócio brasileiro, com reflexos diretos sobre a pecuária. Após mais de duas décadas de negociações, o tratado redefine o acesso ao mercado europeu e impõe um novo patamar de exigência regulatória, ambiental e sanitária para os produtores rurais.

FOTO: Ricardo Stuckert/PR
Para o pecuarista, o acordo representa uma combinação de oportunidade e pressão. De um lado, abre espaço para ampliar as exportações de carne bovina. De outro, exige adaptação rápida a regras mais rigorosas de rastreabilidade, sustentabilidade e segurança jurídica.
Segundo Igor Fernandez de Moraes, sócio do Silva Nunes Advogados e especialista em Direito do Agronegócio, o tratado deve ser encarado como um divisor de águas. “O produtor brasileiro passa a competir em um ambiente com regras mais claras, porém muito mais exigentes. Quem não estiver preparado, fica para trás”, avalia.