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OVINOCULTURA

Ovinos no Brasil avançam: registros sobem 5% e transferências crescem 6,5% em 2025

Dados da Arco mostram crescimento no registro genealógico e refletem valorização da carne, lã e leite ovino no mercado interno

Por Cássia Carolina
16 de fevereiro de 2026 às 09h00
Ovinos no Brasil avançam: registros sobem 5% e transferências crescem 6,5% em 2025

FOTO: Reprodução l Arco

Os ovinos no Brasil fecharam 2025 com números positivos no registro genealógico. Dados da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) apontam aumento de 5% nas inscrições de animais e de 6,5% nas transferências em comparação com 2024.

Ao longo de 2025, foram registradas 44.770 inscrições, frente a 42.647 no ano anterior. Já as transferências passaram de 30.819 para 32.844 no mesmo período.

Segundo a entidade, o avanço acompanha a valorização de produtos como lã, carne e derivados do leite ovino no mercado interno.

Valorização de mercado impulsiona registros

Para a superintendente do Registro Genealógico da Arco, Magali Moura, o crescimento reflete diretamente o momento vivido pela atividade.

“A gente entende que esse crescimento nos números vem conforme a valorização do mercado, dos animais, da genética ovina e dos produtos que o ovino nos proporciona”, afirma.

De acordo com a Arco, o cenário está ligado à melhora nos preços e à maior presença dos produtos ovinos nas prateleiras. A lã, que em anos anteriores chegou a ser estocada por produtores devido à baixa remuneração, voltou a apresentar liquidez.

O consumo de carne ovina também registra incremento no mercado interno, além de já existirem consultas para exportação.

Leite ovino ganha espaço e abre novos empreendimentos

Outro fator que contribui para o desempenho positivo dos ovinos no Brasil é o crescimento dos derivados do leite ovino.

Queijos, iogurtes e doce de leite passaram a conquistar espaço comercial em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, impulsionando novos empreendimentos e cooperativas.

“É a valorização do produto que os ovinos nos dão, seja na lã, na carne ou no leite”, destaca Magali.

Genética e controle reforçam qualidade do rebanho

Para o presidente da Arco, Edemundo Gressler, o Brasil é reconhecido pela qualidade genética das raças criadas e registradas no país.

“Não basta simplesmente estarem com a sua documentação, com notificação de cobertura, nascimento. Isso é uma parte. A outra, fundamental e principal, é passar sob os olhos dos técnicos que fazem a seleção e o aprimoramento de todo esse trabalho que o produtor vem fazendo”, afirma.

Na avaliação da entidade, os indicadores reforçam a importância do melhoramento genético e do controle de registros para sustentar o avanço da cadeia produtiva.

Expectativa para 2026

A Arco projeta que o fortalecimento do mercado estimule o aumento da produção e consolide novas oportunidades, tanto no abastecimento interno quanto na abertura de mercados externos.

Para o pecuarista, o cenário indica que investir em genética, regularização e profissionalização da produção pode ser decisivo para capturar o momento positivo da ovinocultura.

Com números em alta, os ovinos no Brasil mostram que a cadeia segue estruturada e com potencial de crescimento sustentável.