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SUBPRODUTOS DA PECUÁRIA

Peru habilita 18 estabelecimentos do Brasil para exportar farinha de carne e hemoderivados

Autorização inclui plantas de subprodutos bovinos e de hemoderivados de bovinos e suínos

Por Cássia Carolina
26 de janeiro de 2026 às 10h25
Peru habilita 18 estabelecimentos do Brasil para exportar farinha de carne e hemoderivados

FOTO: Associação Brasileira de Reciclagem Animal – ABRA

O Peru oficializou a habilitação dos primeiros estabelecimentos brasileiros para a exportação de farinha de carne e hemoderivados. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a decisão viabiliza o início das operações comerciais em segmentos que haviam sido abertos em maio de 2024, mas que ainda dependiam da aprovação sanitária das plantas industriais.

A autorização foi concedida pelo Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) e contempla 18 estabelecimentos brasileiros. Desse total, 14 unidades foram habilitadas para a exportação de farinha de carne e ossos bovina, enquanto quatro plantas receberam autorização para o envio de hemoderivados de bovinos e/ou suínos ao mercado peruano.

Quais produtos estão autorizados para exportação

Os produtos liberados são utilizados como insumos em diferentes cadeias produtivas, com aplicação na nutrição animal, na indústria farmacêutica e em processos industriais diversos. A liberação das plantas permite que o Brasil avance no fornecimento regular desses subprodutos ao país vizinho, fortalecendo o fluxo comercial regional.

Além das novas habilitações, o Senasa também aprovou mais três empresas brasileiras para a exportação de farinhas de aves, o que representa um crescimento de 21% no número total de estabelecimentos autorizados nesse segmento. As licenças das plantas que já operavam com esse tipo de produto foram renovadas, com validade estendida até dezembro de 2028.

A entrada efetiva da farinha de carne brasileira no mercado peruano reforça o aproveitamento industrial da cadeia bovina e contribui para ampliar o escoamento de subprodutos da pecuária. A medida consolida o Brasil como fornecedor regional desses insumos e fortalece as relações comerciais no âmbito da América do Sul.