Os produtores de leite brasileiros, especialmente os de menor escala, acompanham com apreensão os desdobramentos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que deve ser assinado no Paraguai. A avaliação do setor é de que o tratado pode agravar um cenário já pressionado pelas importações de lácteos da Argentina e do Uruguai, que entram no Brasil com isenção tarifária.

FOTO: Reprodução l Sociedade Nacional de Agricultura
Segundo reportagem do Globo Rural, o receio maior está nas cotas e nas reduções tarifárias previstas para produtos europeus, o que pode intensificar a concorrência no mercado interno e afetar diretamente a renda do pecuarista.
Abertura comercial preocupa a cadeia leiteira
O acordo prevê uma cota de 10 mil toneladas de leite em pó, escalonada ao longo de dez anos, com redução gradual da tarifa atual de 28% até zerar ao final do período. Para os queijos europeus, a cota será de 30 mil toneladas, além de 5 mil toneladas para fórmulas infantis.