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Rastreabilidade bovina: o que muda para o pecuarista com avanço da agenda no Brasil

Estudo da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável mapeia desafios no Pará e aponta incentivos para ampliar a rastreabilidade bovina de forma inclusiva

Cassia Carolina Cassia Carolina 10 de dezembro de 2025 às 20h20
Rastreabilidade bovina o que muda para o pecuarista com avanço da agenda no Brasil

FOTO: Reprodução l Agência Sebrae

A rastreabilidade bovina é o conjunto de procedimentos que permite identificar individualmente o animal e acompanhar todo o seu caminho, desde a fazenda de origem até o frigorífico e o mercado final. Na prática, isso dá transparência à cadeia da carne, facilita o controle sanitário, comprova a origem e abre portas em mercados mais exigentes.

Hoje, esse tema ganha ainda mais importância no Brasil com a discussão sobre a obrigatoriedade nacional a partir de 2027, por meio do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), e sob pressão de mercados internacionais, exigências sanitárias e comprovação socioambiental. A rastreabilidade bovina voltou ao centro da pecuária – e o produtor precisa entender o que vem pela frente.

Nesse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável (MBPS), associação multissetorial sem fins lucrativos que reúne atores de toda a cadeia da carne para promover práticas produtivas, socioambientais e econômicas responsáveis, lança o estudo “Incentivos à rastreabilidade na pecuária do Pará”, produzido pela Agroicone com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS). 

O material mostra como o país, especialmente o Pará, pode avançar rumo a um sistema de rastreabilidade bovina mais inclusivo e competitivo, sem deixar o pequeno e o médio produtor para trás.

Pará como laboratório para a rastreabilidade bovina

O Pará concentra cerca de 10% do rebanho nacional e reúne, ao mesmo tempo, grande potencial produtivo e entraves históricos, como insegurança fundiária, desafios ambientais e dificuldade de acesso ao crédito. Para a presidente da MBPS, Ana Doralina Menezes, essa combinação torna o estado estratégico para testar soluções que podem ser replicadas em outras regiões do país.

Segundo ela, a rastreabilidade bovina, quando conectada a políticas de regularização, crédito e assistência técnica, deixa de ser apenas exigência e passa a ser ferramenta de inclusão: permite acesso a mercados mais exigentes, dá transparência à origem da carne e ajuda a valorizar quem produz dentro da lei.

Incentivos e integração de dados no campo

O estudo aponta que a rastreabilidade só funciona de fato se vier acompanhada de condições estruturantes dentro da fazenda. Entre as propostas está a criação de uma plataforma integrada de rastreabilidade bovina, reunindo informações sobre sanidade, origem, conformidade ambiental e movimentação dos animais, facilitando a gestão dos dados e o diálogo entre produtor, indústria e governo.

Para o vice-presidente da Mesa Brasileira, Lisandro Inakake de Souza, identificar os animais é apenas uma parte do processo. Ele destaca que o produtor precisa ter caminho claro para regularização, acesso a linhas de crédito para recuperar pastagens, apoio técnico e sistemas de monitoramento confiáveis, de forma gradual, evitando exclusão produtiva.

O documento também defende o fortalecimento de incentivos fiscais e creditícios associados à rastreabilidade, além de melhorar a comunicação entre sistemas públicos e privados, para reduzir burocracia e custos.

O que muda, na prática, para o pecuarista

A mensagem central do estudo é que a rastreabilidade bovina tende a se consolidar como um dos pilares da pecuária moderna. Para o produtor, isso significa:

  • mais previsibilidade para planejar investimentos;

  • maior valorização de quem cumpre as regras e adota boas práticas;

  • acesso facilitado a mercados exigentes e programas de crédito;

  • possibilidade de diferenciar a produção e agregar valor à arroba.

Ao conectar rastreabilidade, regularização e produtividade, a MBPS aponta um modelo que pode beneficiar pequenos, médios e grandes pecuaristas, fortalecendo a competitividade da carne brasileira no mercado interno e externo.

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