O trabalhador do campo registrou o maior crescimento de renda entre todos os setores da economia brasileira. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o rendimento médio mensal real nas atividades de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura aumentou 7,3% na comparação anual (o equivalente a mais de R$ 157).

FOTO: Reprodução l Sociedade Nacional de Agricultura
O resultado reforça a importância da agropecuária, especialmente da pecuária, como motor de geração de renda no meio rural. Para o produtor, o dado sinaliza um cenário de maior valorização da mão de obra, profissionalização das atividades no campo e fortalecimento da base produtiva que sustenta a cadeia pecuária.
Com o avanço do setor, o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos no país atingiu R$ 3.574, o maior valor já registrado pela série histórica da PNAD Contínua. A massa de rendimento também bateu recorde, alcançando R$ 363,7 bilhões, refletindo maior circulação de recursos na economia, inclusive nas regiões com forte presença agropecuária.
Na avaliação do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o desempenho positivo da renda do trabalhador do campo está diretamente ligado à força do agro e às políticas voltadas para o setor. Segundo ele, o crescimento do rendimento representa mais dignidade para quem vive da produção rural e contribui diariamente para o abastecimento de alimentos no país.