NOTÍCIAS

Sindilat defende mobilização do setor para garantir aprovação do PL do leite

Projeto que regulamenta o uso da palavra “leite” em rótulos de alimentos avança na Câmara e agora depende de aprovação no Senado

Cassia Carolina Cassia Carolina 4 de março de 2026 às 15h06
Sindilat defende mobilização do setor para garantir aprovação do PL do leite

FOTO: Ilustrativa l Freepik

O avanço do PL do leite no Congresso Nacional mobiliza entidades e representantes da cadeia produtiva. O setor lácteo brasileiro defende união e articulação política para garantir a aprovação definitiva do projeto no Senado e a posterior sanção presidencial.

A posição foi reforçada pelo presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Guilherme Portella, durante a primeira reunião do ano da Aliança Láctea Sul Brasileira (ALSB).

Segundo ele, o momento exige alinhamento entre produtores, indústria e entidades representativas para fortalecer a defesa do leite brasileiro.

“Precisamos falar com uma só voz quando tratamos de questões estruturantes. Devemos permanecer alinhados na defesa do setor e da valorização do leite, do produtor à indústria, até o consumidor final”, destacou Portella.

PL do leite avança na Câmara dos Deputados

O PL do leite (Projeto de Lei 10.556/2018) foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados na madrugada desta terça-feira (3/3). Agora, o texto segue para análise do Senado Federal.

O projeto é de autoria da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina e é considerado uma pauta histórica para o setor lácteo brasileiro.

De acordo com o coordenador-geral da ALSB, Ronei Volpi, a aprovação representa um avanço importante na proteção da cadeia produtiva.

“É uma excelente notícia a aprovação do projeto de autoria da ex-ministra de Agricultura, Tereza Cristina. Trata-se de uma pauta histórica”, afirmou.

Projeto regulamenta o uso da palavra “leite”

O objetivo central do PL do leite é regulamentar o uso da palavra “leite” e das denominações tradicionais de produtos lácteos nas embalagens e rótulos de alimentos.

Pelo texto aprovado, apenas produtos de origem animal poderão utilizar denominações como:

  • queijo

  • manteiga

  • leite condensado

  • requeijão

  • creme de leite

  • bebida láctea

  • doce de leite

  • iogurte

  • coalhada

Produtos de origem vegetal deverão utilizar embalagens com cores e imagens distintas, reforçando a diferenciação para o consumidor.

Segundo Portella, a regulamentação traz mais transparência ao mercado e evita confusão no momento da compra.

“Este regramento fortalece a proteção do leite e assegura maior transparência ao consumidor. Foi necessária a mobilização do setor para defender a proibição do uso da palavra ‘leite’ para itens não lácteos. Agora, o esforço se concentra na aprovação no Senado e na sanção presidencial”, reforçou.

Setor também defende continuidade do Programa Mais Leite Saudável

Durante o encontro da Aliança Láctea Sul Brasileira, outro tema prioritário foi a defesa do Programa Mais Leite Saudável como política pública estratégica para a cadeia produtiva.

A iniciativa reúne representantes das Secretarias de Agricultura, federações da agricultura e sindicatos das indústrias de laticínios de estados produtores como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Segundo Portella, o programa é uma das principais ferramentas para elevar a produtividade e a qualidade da produção leiteira no país. “É preciso transformá-lo em prioridade mediante uma forte articulação setorial para defender sua continuidade”, afirmou.

Competitividade será decisiva para exportação do leite brasileiro

Além das pautas regulatórias, o setor também discute estratégias para ampliar a presença do leite brasileiro no mercado internacional.

Para conquistar espaço nas exportações, o país precisa garantir competitividade frente a grandes produtores globais.

Entre os principais concorrentes estão Argentina, Uruguai e Nova Zelândia, que possuem forte presença no comércio internacional de lácteos. “Para exportar é indispensável ter preço se quisermos competir com esses players globais”, concluiu Portella.

Acompanhe as transmissões em tempo real e fique por
dentro das novidades do agronegócio.

Assistir agora

Canal 166 Canal 166
Canal 197 e 697 Canal 197 e 697
Canal 561 Canal 561
Disponível na antena Parabólica Digital e Analógica

AGENDA DE EVENTOS

08 de março de 2026

Minas Gerais (MG)

Show Tecnológico Verão 2026

08 de março de 2026

Local

Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos 2026

08 de março de 2026

Local

VI Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio 2026

08 de março de 2026

Local

CBA Goiânia 2026

08 de março de 2026

Local

SIMPROPIRA 2026

08 de março de 2026

Local

Mundo Agro Connect

08 de março de 2026

Local

Elas no Campo 2026

08 de março de 2026

Local

Seminário do Café Acarpa 2025

Acompanhe as transmissões em tempo real e fique por
dentro das novidades do agronegócio.

Assistir agora

Canal 166 Canal 166
Canal 197 e 697 Canal 197 e 697
Canal 561 Canal 561
Disponível na antena Parabólica Digital e Analógica