MERCADO PECUÁRIO
Cotação do boi gordo registra queda em Marabá (PA) na segunda semana de janeiro
Recuo semanal atinge boi gordo, vaca e novilha no leste do Pará, em um mercado ainda marcado por oferta restrita

FOTO: Pedro Guerreiro l Agência Pará
A cotação do boi gordo encerrou a segunda semana de janeiro em queda na região de Marabá, no leste do Pará. Segundo levantamento da Scot Consultoria, divulgado neste último domingo (18/1), todas as categorias acompanhadas apresentaram recuo nos preços na comparação semanal, refletindo um momento de maior cautela nas negociações.
O movimento de baixa está relacionado, principalmente, à lentidão das exportações e à postura mais conservadora dos frigoríficos diante das recentes notícias envolvendo novas taxas internacionais. Apesar disso, o cenário ainda não é considerado confortável para a indústria, já que a oferta de bovinos permanece limitada e as escalas de abate seguem curtas na região.
Preços caem para boi gordo, vaca e novilha
Na comparação semanal, a queda foi generalizada. O boi gordo apresentou desvalorização de 1,3%, o equivalente a R$ 4,00 por arroba, sendo negociado a R$ 293,50/@.
A vaca registrou baixa de 1,1%, ou R$ 3,00/@, com preço médio de R$ 269,00/@. Já a novilha teve recuo de 1,6%, correspondente a R$ 4,50/@, com negociações em torno de R$ 276,00/@.
Todos os valores são praticados a prazo, com desconto do Senar e do Funrural, conforme a metodologia utilizada no levantamento.
Diferencial de base segue desfavorável ao produtor
Outro ponto de atenção para o pecuarista da região é o diferencial de base. A cotação do boi gordo em Marabá está R$ 19,50/@ abaixo de São Paulo, o que representa um deságio de 6,6% em relação à principal referência do mercado brasileiro.
Esse diferencial reforça a necessidade de planejamento e cautela na comercialização, especialmente para produtores que operam com margens mais apertadas.
Expectativa para as próximas semanas
Mesmo com o ajuste negativo observado na semana, parte dos agentes do mercado avalia que o quadro pode mudar no curto prazo. A restrição na oferta de animais e as escalas curtas ainda dão sustentação ao mercado e podem abrir espaço para recuperação dos preços nas próximas semanas, caso a demanda volte a ganhar ritmo.
Para o pecuarista, o momento exige acompanhamento próximo das cotações, atenção aos custos de produção e estratégia na definição do melhor momento para fechar negócios.



