OVINOCULTURA

Feiras de verão de ovinos movimentam R$ 5,07 milhões e animam produtores no Sul

Circuito de eventos no Rio Grande do Sul registra forte comercialização, aumento da procura por reprodutores e sinaliza confiança na expansão da ovinocultura

Por Cássia Carolina

As feiras de verão de ovinos realizadas no Rio Grande do Sul movimentaram R$ 5,07 milhões em negócios ao longo da temporada, reforçando o papel desses eventos na dinamização da ovinocultura brasileira. O balanço foi divulgado pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), que avaliou como positivo o desempenho das exposições realizadas entre janeiro e março.

Feiras de verão de ovinos movimentam R$ 5,07 milhões e animam produtores no Sul

FOTO: Divulgação l ARCO

Além do volume financeiro, o circuito registrou boa participação de expositores, presença expressiva de público e forte comercialização de animais, fatores que indicam confiança do produtor e perspectivas favoráveis para o setor.

Segundo o presidente da entidade, Edemundo Gressler, os resultados confirmam uma retomada gradual da atividade.

“Esse circuito das exposições de verão foi muito positivo. Tivemos feiras consolidadas, outras em retomada, mas todas cumpriram seu papel de fomentar a ovinocultura”, destaca.

A programação das feiras de verão de ovinos começou com a 18ª Agrovino, realizada de 13 a 17 de janeiro em Bagé (RS). Na sequência, ocorreram outros eventos tradicionais do calendário da ovinocultura gaúcha:

Cada uma dessas exposições contribuiu para impulsionar negócios e fortalecer a cadeia produtiva da ovinocultura regional.

Comercialização de rebanhos mostra confiança na atividade

Entre os destaques do circuito esteve a venda expressiva de animais comerciais, principalmente nas feiras de Pinheiro Machado e Herval.

De acordo com a Arco, mais de mil ovinos foram comercializados em cada um desses eventos, sinalizando que produtores estão ampliando seus plantéis e apostando no crescimento da atividade.

Além dos lotes comerciais, também houve procura consistente por reprodutores, refletindo o investimento dos criadores em melhoramento genético e aumento da produtividade dos rebanhos.

Preços do cordeiro e da lã favorecem investimentos

O cenário de mercado também contribuiu para o bom desempenho das feiras de verão de ovinos. Atualmente, o preço do quilo do cordeiro gira em torno de R$ 14, enquanto as lãs finas seguem valorizadas, criando um ambiente favorável para investimentos na produção.

Segundo Gressler, a indústria acompanha esse movimento com atenção. “A indústria está atenta e acompanhando esse movimento. Apesar dos custos, como transporte e logística, o mercado mostra demanda consistente”, afirma.

Genética brasileira desperta interesse internacional

Outro fator que chama atenção no setor é o avanço genético dos rebanhos nacionais. De acordo com a Arco, os animais apresentados nas exposições estão cada vez mais qualificados, tanto para produção de carne quanto de lã.

Esse avanço tem despertado interesse de países da América do Sul pela genética ovina brasileira, ampliando as oportunidades de negócios para os criadores.

Além disso, cresce a demanda internacional por ovinos vivos e produtos derivados, o que pode estimular a expansão do rebanho nacional.

“O mercado está pedindo aumento de produção. Precisamos trabalhar para expandir o plantel e responder a essa oportunidade”, ressalta Gressler.

Próximo destaque do calendário será a Fenovinos

Após o encerramento das feiras de verão de ovinos, o próximo grande evento da ovinocultura brasileira será a Fenovinos, marcada para maio no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

A expectativa da Arco é reunir criadores de diversas regiões do país, com foco na apresentação dos grandes campeões que devem seguir para a Expointer, um dos principais eventos agropecuários do Brasil.

Para a entidade, o desempenho das feiras confirma um momento de fortalecimento e consolidação da ovinocultura, impulsionado pela confiança do produtor e pela demanda crescente do mercado.

“Estamos felizes com os resultados, com a comercialização e com o fortalecimento do setor. É um ciclo que reforça a confiança do produtor e aponta para crescimento sustentável”, conclui o presidente da Arco.

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