CARNE DE QUALIDADE
Programa Carne Angus Certificada inicia abates na Bahia com meta de 200 cabeças por mês
Primeira operação no estado amplia o alcance da carne Angus e cria nova alternativa de mercado ao pecuarista nordestino

FOTO: Mateus Chaveiro
O Programa Carne Angus Certificada iniciou, pela primeira vez, abates na Bahia, marcando a entrada oficial do estado no circuito da carne Angus certificada. A iniciativa amplia o alcance do programa no país e cria uma nova frente de valorização para o pecuarista nordestino que investe em genética superior.
O primeiro abate foi realizado em Luís Eduardo Magalhães, em parceria com a VPJ Alimentos. A meta inicial é atingir 200 cabeças por mês, volume que irá complementar a produção de carne Angus Certificada porcionada na unidade do grupo em Pirassununga.
Expansão da carne Angus no Nordeste
Segundo o gerente nacional do programa, Maychel Borges, a chegada à Bahia acompanha o ritmo de crescimento do agronegócio no estado e fortalece a presença da certificação nas cinco regiões do Brasil.
“O agronegócio baiano está se desenvolvendo em alta velocidade. O programa vem para dar rentabilidade aos produtores que utilizam a genética Angus na região. O próximo passo é consolidar essas ações para que o pecuarista usufrua das margens que a carne de qualidade entrega”, afirma.
Resultados do primeiro abate e interesse da indústria
De acordo com Michel Araújo, gerente de suprimentos da VPJ Alimentos, a expansão do abate para o Nordeste responde à demanda crescente dos consumidores por carne Angus. “Estamos investindo na região há algum tempo, com a introdução da genética Angus e a oferta de reprodutores, sêmen e embriões. A procura do mercado justifica essa aposta”, destaca.
O primeiro abate apresentou 100% de certificação das cabeças entregues, com média de 435 kg de peso vivo e 230,7 kg de carcaça, indicadores que reforçam o potencial produtivo dos rebanhos Angus na região.
Com 23 anos de operação, o Programa Carne Angus Certificada reúne 60 plantas de 30 frigoríficos credenciados, distribuídos por 13 estados, consolidando-se como o maior programa de certificação de carne do Brasil. Para o pecuarista nordestino, o início dos abates na Bahia representa previsibilidade de mercado, estímulo ao uso da genética Angus e acesso a um canal de comercialização que remunera qualidade e padronização de carcaça.



