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Vacinas contra clostridioses: mercado recebe mais de 27 milhões de doses em maio

Dados divulgados pelo Mapa em 3 de junho mostram avanço na oferta de imunizantes essenciais para a prevenção de doenças que causam prejuízos à pecuária

Cassia Carolina Cassia Carolina 7 de junho de 2026 às 09h00

As vacinas contra clostridioses seguem chegando ao mercado brasileiro em volume expressivo. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta última quarta-feira, 3 de junho, o mercado nacional recebeu 27.217.356 doses de vacinas contra clostridioses durante o mês de maio de 2026.

O volume reforça a disponibilidade de imunizantes considerados fundamentais para a proteção dos rebanhos contra doenças que podem causar mortes súbitas, perdas produtivas e prejuízos econômicos aos pecuaristas.

Do total liberado em maio, 17.167.285 doses (63,08%) foram produzidas pela indústria nacional, enquanto 10.050.071 doses (36,92%) correspondem a vacinas importadas.

Desde março deste ano, as liberações acumuladas já ultrapassam 41 milhões de doses disponibilizadas ao mercado brasileiro, somando produtos de fabricação nacional e importados.

Mapa amplia ações para garantir oferta de vacinas

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o trabalho para ampliar a disponibilidade dos imunizantes segue de forma permanente junto à indústria de insumos veterinários.

Entre as ações adotadas estão o incentivo à ampliação da produção nacional, a viabilização de importações e a agilização dos procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas.

A medida busca assegurar o abastecimento do mercado e garantir que os produtores tenham acesso aos imunizantes necessários para manter a sanidade dos rebanhos.

Por que as vacinas contra clostridioses são importantes para a pecuária?

Segundo a Embrapa, as clostridioses são um conjunto de enfermidades causadas por bactérias anaeróbias do gênero Clostridium. Essas bactérias atuam principalmente por meio da produção de toxinas e da invasão de tecidos, podendo provocar doenças graves e de rápida evolução.

A contaminação dos animais pode ocorrer pela ingestão de alimentos contaminados, por ferimentos ou pela inalação de esporos presentes no ambiente. Como esses microrganismos fazem parte da microbiota digestiva dos animais e também estão presentes no solo, a erradicação completa é considerada praticamente impossível.

Por esse motivo, a vacinação é apontada como uma das principais ferramentas de prevenção e controle das enfermidades.

Vacinação sistemática reduz riscos no rebanho

A Embrapa destaca que o controle das clostridioses deve ser baseado em boas práticas de manejo e em programas de vacinação sistemática de todo o rebanho.

As vacinas podem ser compostas por toxóides e/ou bacterinas e, de forma geral, devem ser aplicadas em duas doses, com intervalo de quatro a seis semanas entre elas. Posteriormente, é recomendado reforço anual da imunização.

A adoção correta do protocolo vacinal contribui para reduzir perdas, proteger a saúde animal e aumentar a eficiência produtiva das propriedades pecuárias.

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