FOTO: Reprodução l Mapa
O Acordo Mercosul-União Europeia completa seis meses de aplicação provisória com resultados positivos para o agronegócio brasileiro, especialmente para o setor de carnes. Entre maio e setembro de 2026, as exportações brasileiras de carnes para o bloco europeu cresceram 103,5% em valor e 170% em volume, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgados no dia 1º de novembro deste ano.
No período, os embarques de carnes passaram de 101 mil toneladas, em 2025, para 272 mil toneladas em 2026. O avanço reforça a importância do mercado europeu para a cadeia produtiva de proteína animal e amplia as perspectivas comerciais para a pecuária brasileira.
Considerando todos os produtos do agronegócio, as exportações brasileiras para os 27 países da União Europeia alcançaram US$ 12,21 bilhões, crescimento de 14,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em volume, foram embarcadas 17,74 milhões de toneladas, alta de 8,1%.
Acordo Mercosul-União Europeia amplia oportunidades para a pecuária
Em aplicação provisória desde 1º de maio de 2026, o acordo estabelece condições preferenciais de acesso ao mercado europeu para diversos produtos agropecuários, incluindo carnes bovina, suína e de aves.
As medidas envolvem reduções tarifárias graduais e, em determinados casos, cotas de importação com volumes e condições específicas. Para a pecuária brasileira, a implementação dessas regras representa uma oportunidade de ampliar a competitividade dos produtos nacionais no comércio internacional.
Entretanto, o acesso ao mercado europeu também exige o cumprimento de normas sanitárias, ambientais e de rastreabilidade. Esses requisitos são fundamentais para garantir a conformidade da produção e fortalecer a presença da carne brasileira entre os consumidores europeus.
Agronegócio brasileiro amplia superávit comercial
Além do desempenho das carnes, outros segmentos contribuíram para o crescimento das exportações brasileiras. O complexo soja registrou alta de 34,2% em valor, enquanto as vendas de frutas avançaram 15%.
O saldo comercial do agronegócio brasileiro com a União Europeia também apresentou crescimento. O superávit passou de US$ 9,01 bilhões para US$ 10,54 bilhões, aumento de 17% na comparação entre maio e setembro de 2025 e de 2026.
Assinado em janeiro de 2026, o Acordo Mercosul-União Europeia ainda depende da conclusão dos procedimentos de ratificação para sua entrada em vigor definitiva. Enquanto isso, a aplicação provisória das medidas comerciais abre novas possibilidades para os exportadores brasileiros, com destaque para a pecuária, que busca ampliar sua participação em mercados internacionais de maior exigência.