FOTO: Divulgação l Mapa
A nova rodada de abertura de mercado anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) amplia as oportunidades para a genética animal brasileira e reforça o avanço do agronegócio nacional no comércio exterior. Entre os destaques estão a autorização para exportação de equinos vivos destinados à reprodução para o Togo e a liberação da venda de embriões ovinos e caprinos para o Chile.
As medidas foram divulgadas pelo governo brasileiro nos dias 11 e 13 de maio e fazem parte das negociações sanitárias e fitossanitárias conduzidas em conjunto pelo Mapa e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Genética animal brasileira ganha espaço em novos mercados internacionais
No Togo, a abertura de mercado para equinos vivos voltados à reprodução cria novas possibilidades para criatórios e programas de genética animal do Brasil. Segundo o Mapa, o país africano importou mais de US$ 148 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para proteínas animais, couro e produtos do complexo sucroalcooleiro.
Já no Chile, a autorização para exportação de embriões ovinos e caprinos fortalece o potencial da genética brasileira no setor de pequenos ruminantes. O mercado chileno já possui forte relação comercial com o agro brasileiro e importou mais de US$ 2,2 bilhões em produtos agropecuários do Brasil em 2025, especialmente carnes, soja e produtos florestais.
Além das negociações voltadas à pecuária, o governo brasileiro também confirmou novas liberações comerciais para outros segmentos do agro. Na União Econômica Euroasiática, formada por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia, foi autorizada a exportação de DDG, subproduto do milho utilizado na alimentação animal.
No Peru, houve abertura para exportação de pólen de batata destinado a pesquisas e melhoramento genético. Já no Canadá, o Brasil conquistou autorização para exportar pâncreas suíno destinado à indústria farmacêutica.
Com os novos anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 612 aberturas de mercado desde o início de 2023, segundo dados do Mapa.
De acordo com o ministério, os resultados refletem o trabalho conjunto entre o governo brasileiro e o setor produtivo para ampliar a presença da agropecuária nacional em mercados estratégicos ao redor do mundo.