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Ano de 2021 exige cautela de produtores por conta da alta nos insumos, diz Cepea

Peso dos alimentos cresce 6,23% sobre o custo de produção e prejudica no orçamento do pecuarista

Jornalismo Canal do Criador Jornalismo Canal do Criador 2 de abril de 2021 às 14h00

Mesmo com a alta do dólar em 2020 o preço do leite subiu com força total e atingiu recordes, o que foi bom para os produtores na maior parte do ano, o que não podemos dizer desses primeiros meses.

Ano de 2021 vem sofrendo com as mudanças exigidas por causa da pandemia. Desde o ano passado, o coronavírus alterou o comportamento de todos, o que mexeu não só com o bolso dos consumidores, mas também com a economia mundial. 

Neste primeiro bimestre, uma pesquisa realizada pelo Projeto “Campo Futuro”, uma parceria entre a CNA e o Cepea, mostrou que, enquanto gastos com os principais itens que compõem os custos da atividade leiteira continuam subindo, os valores pagos pelo leite ao produtor registraram uma grande queda. O que deixa os produtores sob aviso contínuo.

E a pressão sobre os custos vem especialmente dos grãos. Assim, o peso dos alimentos concentrados como a ração, que é composta basicamente por milho e farelo de soja, vem aumentando ainda mais sobre o bolso dos pecuaristas.

Considerando a “Média Brasil” nos estados da BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP, os custos com o concentrado subiram 6,23% no primeiro bimestre de 2021, segundo dados do Projeto Campo Futuro. 

No mesmo período, a receita registrou queda de 4,3%, também tomando como base a “Média Brasil”. Esse contexto desfavorece a relação de troca ao pecuarista. 

Nos estados de São Paulo e do Paraná, a média do desembolso com a ração representa 41% da receita do primeiro bimestre, contra 31% no mesmo período do ano passado. 

Já para Minas Gerais e Santa Catarina, a média foi de 39% da receita vinda com a venda do leite e esteve comprometida com a aquisição dos concentrados, já no Rio Grande do Sul e Goiás, cerca de 35% da receita foi destinada à compra de alimentação. 

Com os preços dos insumos elevados, fica difícil para o pecuarista mudar a dieta diária do animal, uma vez já estabelecida. Certas mudanças no fornecimento podem gerar uma degradação maior ainda nas margens do negócio.

Para o pecuarista tentar driblar a lacuna causada pelo alto valor nos preços dos insumos, ele deve fazer sua análise baseada nos dados de desempenho individual e na curva de lactação dos seus animais em produção, para, então, chegar a uma análise de equilíbrio entre custo individual com a ração e receita gerada por cada animal. 

Para este ano de 2021 os custos de produção devem se manter elevados. Infelizmente o mercado vai continuar sofrendo com as mudanças na economia causadas pelo vírus da covid-19. 

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