FOTO: Divulgação l ABCZ
Quem são as fêmeas que lideraram a produção de leite na maior vitrine da pecuária zebuína do mundo? O Concurso leiteiro da 91ª ExpoZebu respondeu essa pergunta com números expressivos e animais que comprovam, na prática, o avanço da genética leiteira tropical.
Ao todo, 78 matrizes participaram da competição, sendo 58 da raça Gir Leiteiro, 8 da Guzerá, 8 da Sindi e 4 da Sindolando. Durante a semana, foram realizadas 10 ordenhas oficiais, que serviram como base para avaliar o potencial produtivo dos animais em condições reais de manejo.
Mais do que os volumes de leite, o que chamou a atenção foi a eficiência produtiva aliada à rusticidade. Mesmo com médias elevadas, os animais não precisaram de sistemas artificiais de resfriamento, reforçando uma característica estratégica para o pecuarista: produzir bem, mesmo sob clima tropical e com menor custo operacional.
De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), organizadora do evento, o desempenho das fêmeas reflete o avanço consistente do melhoramento genético no país. O gerente de Melhoramento Genético do Leite, Rafael Vizoná, destacou a evolução em diferentes raças, com atenção especial para a Sindi, que registrou recordes de produção dentro da própria ExpoZebu.
O superintendente técnico da entidade, Luiz Josahkian, também reforçou o impacto desse avanço no cenário internacional. Segundo ele, cresce o interesse de delegações estrangeiras pela genética leiteira tropical, o que amplia as oportunidades para o pecuarista brasileiro.
A premiação, realizada na última quarta-feira (29), reuniu criadores, técnicos e lideranças do setor. Na ocasião, o presidente da ABCZ, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, destacou a importância de dar continuidade ao trabalho iniciado por gerações anteriores, reforçando o compromisso com a evolução genética.
Para a criadora Cibeli Figueiredo, que representa um trabalho de seleção com mais de seis décadas, o Concurso leiteiro segue sendo uma vitrine fundamental. “O Concurso Leiteiro é a vitrine que mostra o resultado do nosso trabalho. É gratificante participar”, afirmou.
Confira as campeãs do Concurso leiteiro da ExpoZebu
Após a consolidação dos dados das ordenhas, os resultados oficiais destacaram fêmeas com desempenho produtivo de alto nível. Veja quem são as campeãs:
Raça Sindi
- Grande Campeã (Vaca Adulta): Nafira da Estiva (Adaldio José de Castilho Filho) – média de 50,51 kg/leite
- Reservada Campeã (Vaca Sênior): Gilda FIV da Estiva (Adaldio José de Castilho Filho) – média de 49,23 kg/leite
Raça Sindolando
- Campeã Vaca Sênior: Baroneza FIV da Estiva (Adaldio José de Castilho Filho) – média de 72,08 kg/leite
- Reservada Campeã Sênior: Beldade FIV da Estiva (Isabela Delsin de Castilho Di Colla) – média de 55,89 kg/leite
Raça Gir Leiteiro
- Campeã Vaca Adulta: Lucrécia FIV F. RECRE (Mila de Carvalho L. e Campo) – média de 68,74 kg/leite
- Campeã Vaca Sênior: Barcelona FIV da BADAJÓS (Leonardo Lima Borges) – média de 71,10 kg/leite
Raça Guzerá
- Grande Campeã (Vaca Jovem): Emoção FIV JF (José Figueiredo) – média de 34,51 kg/leite
- Reservada Campeã Vaca Jovem: Demagogia FIV ESJ (Emerson Soares) – média de 33,67 kg/leite
Os resultados do Concurso leiteiro reforçam uma mensagem clara para o produtor: investir em genética zebuína leiteira é apostar em produtividade, adaptação e eficiência. Em um cenário cada vez mais exigente, esses fatores fazem a diferença direta na rentabilidade do sistema.