Alysson Paolinelli, um proeminente líder da agricultura brasileira, faleceu hoje aos 86 anos em Belo Horizonte. Ele estava hospitalizado há um mês devido a complicações de uma cirurgia no fêmur.
Nascido em 1936, em Bambuí, Minas Gerais, Paolinelli iniciou sua carreira como engenheiro agrônomo e logo se destacou como um líder visionário. Em 1971, assumiu o cargo de Secretário de Agricultura de Minas Gerais e, em 1974, foi nomeado ministro da Agricultura durante o governo de Ernesto Geisel, durante a época da ditadura militar.
Sua atuação como ministro foi marcada por contribuições para o desenvolvimento agrícola do país. Ele desempenhou um papel fundamental na Assembleia Nacional Constituinte em 1987, onde foi eleito deputado federal. Na subcomissão da Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, Paolinelli colaborou para a formulação de políticas relevantes nessa área.
Além disso, ele ocupou a presidência da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) até 1990, onde fez contribuições para o setor agrícola e pecuário do país.
Alysson Paolinell, pai da agricultura moderna no Brasil

Foto: Ministério da Agricultura
Paolinelli desafiou a crença comum de que as terras do cerrado e do Centro-Oeste eram inférteis e desenvolveram sua vida ao avanço da agricultura e pecuária no Brasil. Seus esforços incansáveis transformaram a região na maior produtora de grãos do país, impulsionando a economia agrícola e a segurança alimentar.
Em reconhecimento a seus convidados, ele recebeu o prêmio The World Food Prize em 2006 por seu trabalho em prol do fornecimento de alimentos em todo o mundo. Além disso, Paolinelli foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2021, evidenciando o impacto de seu trabalho.
Sua contribuição para o setor agrícola foi amplamente reconhecida, e ele foi descrito como o “pai” da agricultura brasileira durante uma sessão especial no Senado Federal em 2021.
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