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Preço do suíno não acompanha alta dos insumos e poder de troca cai em novembro

Considerando o milho negociado em Campinas (SP), foi possível ao suinocultor adquirir 7,16 quilos do cereal, queda de 2,2%

Publicador Sites Externos Publicador Sites Externos 10 de dezembro de 2020 às 12h37
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Foto: Prefeitura de Santo Cristo/ RS

A forte alta nos preços dos principais insumos da atividade suinocultura, milho e farelo de soja, e a desvalorização do animal vivo na segunda quinzena de novembro fizeram o poder de compra do suinocultor cair no mês frente ao verificado em outubro, ficando também abaixo também da média observada em novembro de 2019.

Em levantamento mensal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), considerando-se o milho comercializado no mercado de lotes da região do indicador de Campinas (SP) e o suíno negociado nas praça de Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, foi possível ao suinocultor adquirir 7,16 quilos do cereal com a venda de um quilo de animal na média de novembro. A quantidade é 2,2% menor que o patamar de outubro e 4,9% abaixo da média de novembro de 2019.

Em relação ao farelo de soja também comercializado em Campinas (SP), foi possível ao produtor a compra de 3,53 quilos do derivado com a venda de um quilo de suíno na média de novembro, queda de 3,2% frente ao mês anterior e 17,4% abaixo da média do mesmo período do ano passado.

Santa Catarina

Já para produtor do interior de Santa Catarina, considerando-se o animal negociado na região do oeste do estado e os insumos no mercado de lotes de Chapecó (SC), foi possível a compra de 6,95 quilos de milho com a venda de um quilo de suíno, queda de 3,6% frente ao mês anterior e 4,5% abaixo da quantidade observada em novembro do ano passado.

Já frente ao farelo de soja, a quantidade média de novembro teve aumento de 2,2% frente a outubro, uma vez que o suíno na região teve alta muito mais intensa que a verificada para o derivado da oleaginosa, principalmente na primeira quinzena, sendo possível ao suinocultor a compra de 3,66 quilos de farelo com a venda de um quilo de suíno. Apesar disso, esse volume ainda ficou 8,2% abaixo do registrado em novembro de 2019.

Mercado de grãos 

No mercado de milho, pesquisadores do Cepea relataram que as negociações no mercado brasileiro foram lentas, com compradores adquirindo quantidades pontuais e vendedores retraídos. Ainda assim, em novembro, a saca de 60 quilos de milho registrou média de R$ 79,60 em Campinas e de R$ 83,73 em Chapecó, com respectivas valorizações de 10,5% e de 15,7% frente a outubro.

Para o farelo de soja, as demandas interna e externa continuaram elevadas e a disponibilidade do produto, baixa. Esse contexto manteve as cotações em alta. Ainda segundo a Equipe de Grãos do Cepea, na média de novembro, a tonelada do farelo foi cotada a R$ 2.689,86 na região de Campinas, aumento de 11,9% frente ao mês anterior.

Em Chapecó, a valorização de outubro para novembro foi de 9,2%, com o derivado negociado a R$ 2652,83/t no último mês.

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