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As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 38,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, o maior valor já registrado para o período de janeiro a março. O resultado representa crescimento de 0,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e reforça o protagonismo do setor no comércio exterior.
No mesmo período, as importações recuaram para US$ 5 bilhões (-3,3%), garantindo um superávit de US$ 33 bilhões, avanço de 1,8% na comparação anual.
Proteína animal puxa desempenho
Entre os segmentos, as proteínas animais tiveram papel central. O setor movimentou US$ 8,12 bilhões, com alta de 21,8% sobre o primeiro trimestre do ano passado.
A carne bovina in natura atingiu recorde histórico, com US$ 3,98 bilhões em exportações (+37,3%) e crescimento também no volume embarcado, que chegou a 702 mil toneladas (+19,7%).
A carne suína também registrou avanço, com US$ 846 milhões exportados (+16,4%), reforçando a demanda internacional por proteína animal brasileira.
Mais mercados e maior alcance
O desempenho está diretamente ligado à abertura de novos mercados. Apenas nos três primeiros meses de 2026, o Brasil conquistou 30 novos destinos para produtos agropecuários.
No caso da carne bovina, já são 31 aberturas desde 2023, ampliando o alcance da produção nacional e fortalecendo a presença do país no comércio global.
China lidera e novos destinos avançam
A China manteve a liderança como principal compradora, com 29,8% de participação e US$ 11,3 bilhões em aquisições. União Europeia (US$ 5,67 bilhões) e Estados Unidos (US$ 2,24 bilhões) aparecem na sequência.
Ao mesmo tempo, mercados como Índia (+47,1%), Filipinas (+68,3%) e México (+21,7%) apresentaram crescimento expressivo, indicando uma diversificação importante das exportações brasileiras.
Volume cresce, mas preços recuam
O volume total exportado aumentou 3,8% no trimestre, refletindo maior acesso aos mercados internacionais. Por outro lado, o preço médio dos produtos caiu 2,8%, pressionado por commodities como soja, milho, algodão e açúcar.
Março consolida o ritmo
Somente em março, o agronegócio exportou US$ 15,4 bilhões e respondeu por 48,8% de todas as exportações brasileiras no mês. O superávit mensal foi de US$ 13,5 bilhões.
As carnes seguiram entre os destaques, com US$ 2,83 bilhões exportados e crescimento de 19,5% na comparação com março de 2025.
Impacto direto no campo
Para o pecuarista, o cenário indica demanda internacional firme, ampliação de mercados e valorização da proteína animal brasileira.
Mesmo com oscilações de preços, o avanço do volume exportado e a abertura de novos destinos reforçam um ambiente positivo para quem investe em produtividade, genética e qualidade de rebanho.