FOTO: Divulgação l Expointer 2026
O tradicional banho de leite marcou a premiação das vacas campeãs em produção leiteira na Expointer 2026, nesta terça-feira (1/9), em Esteio (RS). A competição reuniu animais das raças Holandesa e Jersey e colocou em evidência o desempenho produtivo dos rebanhos apresentados na feira.
Realizada na Pista de Exposição do Gado Leiteiro, a disputa é um dos momentos tradicionais da programação da Expointer e contempla quatro categorias. Os animais são divididos entre jovens, com até 36 meses, e adultos, acima dos 36 meses, nas duas raças.
De acordo com informações divulgadas pela Expointer, a maior produção entre as campeãs foi registrada na categoria Jovem Holandesa. Cotribá GR. Bruchez 110 Tribute, de Marcelo Bruchez e Grasiela Weber, da Granja Bruchez, de Barão (RS), alcançou 93,10 quilos de leite em três ordenhas.
Holandesa tem campeãs nas categorias Jovem e Adulta
Entre as vacas adultas da raça Holandesa, o título ficou com Festleite P. Ferraboli 407 Supersire. O animal, de Paulo Diogo e Diego Ferraboli, da Granja Ferraboli, de Anta Gorda (RS), atingiu a marca de 85,27 quilos de leite.
Os resultados reforçam o espaço da Expointer para a avaliação e valorização da pecuária leiteira. Além da premiação, a competição permite apresentar ao público o trabalho de seleção, manejo e acompanhamento dos rebanhos desenvolvido pelos criadores.
Cabanha Ventana conquista dois títulos com vacas Jersey
Na raça Jersey, a Cabanha Ventana, de Boa Vista do Incra (RS), conquistou as duas categorias da competição. A propriedade pertence à expositora Carmen Peterson Dias da Costa.
Na categoria Adulta, a campeã foi Ignea Woodrow da Ventana 2429, que produziu 73,25 quilos de leite. Já entre as jovens, Lealdade Chief da Ventana 2397 garantiu o primeiro lugar após alcançar 57,02 quilos.
Com isso, a competição terminou com quatro campeãs, duas da raça Holandesa e duas da Jersey, reconhecendo animais de diferentes faixas etárias e sistemas de seleção presentes na pecuária leiteira gaúcha.
Banho de leite mantém tradição na Expointer
Após a pesagem e a divulgação dos resultados, as campeãs participam do tradicional banho de leite, que simboliza o encerramento e a celebração da competição.
Apesar do nome, a Expointer esclarece que o produto utilizado na comemoração não é leite destinado ao consumo. A mistura é preparada especificamente para a cerimônia, utilizando leite impróprio para consumo e água morna.
Para o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, a tradição também representa um reconhecimento aos produtores que mantêm a atividade leiteira ao longo das gerações.
“É certamente o produtor de leite que deve ser enaltecido nesse momento. O nosso produtor, em sua grande maioria proveniente da agricultura familiar, é forte, porque mesmo diante de adversidades como seca e enchente, ele precisa continuar com a atividade”, afirmou.
Produção também carrega genética e história
Tang destacou ainda que os resultados apresentados na pista são consequência de um trabalho construído ao longo de gerações. Segundo ele, os produtores acompanham as linhagens e a evolução dos animais durante anos, criando uma relação que vai além dos números de produção.
“Quando sai uma vaca, sai uma matriz, sai uma história. Não é apenas um animal. Esse produtor de leite precisa ser enaltecido, e neste momento fazemos isso reconhecendo essas produções excelentes”, ressaltou.
Mais do que uma celebração, o banho de leite na Expointer encerra uma disputa que evidencia genética, manejo e eficiência produtiva. Com animais chegando a mais de 90 quilos de leite em três ordenhas, a competição coloca em destaque o trabalho dos criadores e a evolução dos rebanhos leiteiros apresentados em uma das principais feiras agropecuárias do país.