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Boi: preços voltam a subir com oferta muito restrita

Animais de pasto aparecem com maior frequência na região norte, consequência do regime de chuvas mais regular, que não prejudicou agressivamente a situação das pastagens

Publicador Sites Externos Publicador Sites Externos 7 de janeiro de 2021 às 22h08
boi nelore gado

Foto: Flavia Fiorini/Embrapa Territorial

O mercado físico de boi gordo teve preços mais altos nesta quinta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o movimento de alta nos preços é mais intenso nas regiões Centro-Oeste e Norte. 

A oferta de animais terminados, prontos para o abate, permanece muito restrita, com os frigoríficos absorvendo lotes residuais dos confinamentos.  “Animais de pasto aparecem com maior frequência na região norte, consequência do regime de chuvas mais regular, que não prejudicou agressivamente a situação das pastagens”, assinalou Iglesias.

Já no Sudeste e no Sul, os animais de pasto devem estar aptos ao abate apenas em meados de março, garantindo um ambiente pautado pela restrição de oferta nas próximas semanas.

Porém, como grande limitador de movimentos de alta mais agressivos há a situação da demanda doméstica, com um consumidor médio descapitalizado, avaliando a incidência de despesas tradicionais desta época do ano, a exemplo do IPVA, IPTU e material escolar. “Além disso, o término do auxílio  emergencial impactará negativamente no consumo de produtos básicos”, destacou.     

Em São Paulo, Capital, a arroba do boi ficou a R$ 277, ante R$ 275 a arroba ontem. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 270, contra R$ 265. Em Dourados (MS), a arroba subiu de R$ 263 para R$ 265. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 256,00, contra R$ 251,00; em Uberaba, Minas Gerais, a R$ 272, ante R$ 270. 

Atacado

No mercado atacadista, os preços ficaram estáveis. Conforme Iglesias, ainda é aguardada alguma alta dos preços no curto prazo, em linha com a boa reposição que vem sendo observada entre atacado e varejo nesta primeira semana do ano. No entanto, a condição macroeconômica ainda remete ao consumo de  proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango e dos ovos de galinha.

Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,50 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 14,50 o quilo, estável, enquanto a ponta de agulha seguiu em  R$ 14,70 o quilo.

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