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Carne bovina: Brasil deve ampliar mercados em 2021 e exportar 6% mais

De acordo com presidente da Abiec, país precisa focar na manutenção do status sanitários e nas necessidades emergenciais de outras nações

Publicador Sites Externos Publicador Sites Externos 21 de dezembro de 2020 às 20h48

As exportações de carne bovina devem fechar 2020 com alta de 8,8% em relação a 2019, totalizando 2,020 milhões de toneladas, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Já para o próximo ano, a expectativa é de incremento de 6%, chegando a 2,141 milhões de toneladas.

De acordo com o presidente da associação, Antônio Camardelli, o resultado positivo em pleno ano de pandemia de Covid-19 só foi possível por conta de um trabalho conjunto entre produtores, indústria e governo. O primeiro ponto de atenção deste ano foi a criação de regras claras para o funcionamento das plantas de abate, visando a segurança dos colaboradores e a sanidade dos produtos.

Novos mercados para a carne bovina brasileira em 2021

Camardelli afirma que a China se manteve como a grande compradora da proteína brasileira em 2020, sendo destino de mais de 40% das exportações nacionais. “Temos certeza da continuidade em 2021. Trabalhamos também para que alguns itens sejam agregados, como carne com osso e miúdos”, afirma. Tudo isso, segundo ele, deve ser decidido em reunião entre os governos em agosto do ano que vem.

Mas o setor produtivo não aguarda apenas pela expansão do mercado chinês. O Ministério da Agricultura, liderado pela ministra Tereza Cristina, trabalha por mais espaço no Canadá, Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul.

O presidente da Abiec lembra que as exportações estão em um nível “confortável”, que não prejudica o abastecimento interno. “Não chegamos a 25% do que é produzido. Devemos encerrar este ano com 77% da produção voltada ao mercado interno”, detalha.

Quais os desafios da cadeia de carne?

A manutenção do status sanitário do Brasil é o principal ponto de atenção da cadeia produtiva, afirma Camardelli. Além disso, ele pede atenção ao mercado internacional, para que o país consiga aproveitar necessidades emergenciais de outras nações em meio ao fim da pandemia.

“Países que passam por dificuldades momentâneas voltarão a ser grandes consumidores, como Irã, após a saída dos EUA do acordo nuclear. Temos a possibilidade de atender esse país”, afirma.

Camardelli destaca, ainda, que a entidade tem trabalhado junto ao governo federal para mudar a narrativa sobre a produção de carne bovina, para fugir da pressão internacional que liga o setor a problemas ambientais, como o desmatamento.

“O grande estimulante à irregularidade ambiental é a fiscalização estadual e municipal”, afirma o presidente da Abiec. Segundo ele, dos 42 milhões de animais abatidos no ano, apenas 22 milhões passaram pela inspeção federal. “Existe um vazio de fiscalização. Esse boi que eu não compro vai parar em algum lugar”, afirma.

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