FOTO: Reprodução l Mapa
A raça ovina Berganês passou a integrar oficialmente o grupo de raças reconhecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A medida foi publicada nesta sexta-feira (22/5), por meio da Portaria nº 1.630 da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
Com a decisão, a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) foi autorizada a executar o serviço de registro genealógico dos animais da raça. A entidade, sediada em Bagé (RS) e registrada no Mapa sob o nº 007, ficará responsável pelo controle oficial dos exemplares da raça ovina Berganês no país.
O reconhecimento representa um avanço importante para a ovinocultura brasileira, especialmente para produtores que investem em seleção genética, padronização racial e valorização dos rebanhos. O registro genealógico é uma ferramenta estratégica para garantir rastreabilidade, credibilidade comercial e organização da cadeia produtiva.
Além disso, o processo permite a identificação e o acompanhamento zootécnico dos animais, contribuindo diretamente para a preservação das características raciais e o aprimoramento genético da raça ovina Berganês.
Registro genealógico fortalece a ovinocultura
A oficialização da raça ovina Berganês também abre caminho para maior reconhecimento técnico e comercial da genética desenvolvida pelos criadores brasileiros. Com o registro genealógico autorizado pelo Mapa, os produtores passam a contar com uma estrutura formal para certificação e acompanhamento dos animais.
A expectativa do setor é de que a medida estimule novos investimentos na raça, fortaleça programas de melhoramento genético e amplie a participação da Berganês no mercado nacional da ovinocultura.