NOTÍCIAS

Pastagens em risco: manejo é chave para evitar prejuízos

60% das pastagens estão degradadas no Brasil. Manejo correto, solo fértil e boa forragem são vitais para manter a produtividade

Cassia Carolina Cassia Carolina 15 de abril de 2025 às 13h27

Foto: Divulgação Soesp

No Brasil, cerca de 60% das pastagens apresentam algum nível de degradação, comprometendo a produtividade e a rentabilidade da atividade, segundo dados da Embrapa. Para que as 40% não degradadas mantenham-se produtivas ao longo do tempo, é essencial adotar boas práticas de manejo, investir na escolha correta das espécies forrageiras, das suas sementes, e contar com suporte técnico.
Segundo o zootecnista Wayron de Castro, técnico na Sementes Oeste Paulista (Soesp Advanced), a fazenda é como uma empresa, caso não haja uma gestão eficiente do pasto, a produtividade e a rentabilidade serão diretamente impactadas. “O pecuarista precisa encarar o pasto como um ativo essencial, que precisa de manutenção e investimentos constantes”, destaca.
A degradação precoce da pastagem é um problema recorrente na pecuária brasileira, levando a quedas na produtividade e aumento dos custos de recuperação. O primeiro sinal de alerta para a degradação é o aparecimento de plantas daninhas. “Quando o solo começa a receber mais incidência de luz, as invasoras germinam e se proliferam rapidamente. Isso indica que a fertilidade do solo não está adequada e que é preciso agir antes que a situação piore”, endossa o especialista.
A perda de vigor do pasto também está relacionada a:
  • Falta de adubação e correção do solo,
  • Manejo incorreto da lotação animal,
  • Fatores climáticos, como chuvas irregulares e temperaturas extremas,
  • Compactação do solo causada pelo excesso de lotação animal, que pode prejudicar a absorção de água e nutrientes, dificultando a regeneração da vegetação,
  • Escolha inadequada da espécie forrageira.
Sobre o último item, existem capins mais rústicos, como Brachiaria decumbens, Brachiaria dictyoneura e Andropogon, indicados para solos de baixa fertilidade. Já produtores que investem na correção das áreas podem optar por espécies de maior produtividade, como Panicum BRS Zuri e Mombaça. “No entanto, é essencial avaliar o nível tecnológico da propriedade para evitar perdas”, cita Castro.
Boas práticas para aumentar a longevidade
O zootecnista explica que a adoção de boas práticas de manejo é fundamental para prolongar a vida útil do pasto, e elenca as estratégias mais recomendadas:
  • Manejo adequado da lotação animal: evitar o superpastejo, que enfraquece o capim e favorece o surgimento de erosão e plantas invasoras.
  • Adubação e correção do solo: aplicar calcário e fertilizantes periodicamente para manter a fertilidade e a capacidade de produção da pastagem. “O solo precisa de reposição de nutrientes para que o pasto mantenha sua produtividade ao longo dos anos”, ressalta o técnico.
  • Rotacionamento da pastagem: alternar as áreas de pastejo, permitindo que o pasto se recupere antes de ser novamente utilizado. Esse manejo evita a compactação excessiva do solo e melhora a cobertura vegetal.
  • Uso de tecnologia: drones, sensores de solo e softwares de monitoramento ajudam a mapear a qualidade da pastagem e a identificar problemas com antecedência. “Hoje, o uso de tecnologia no monitoramento de pastagens tem crescido significativamente. Drones e softwares permitem um controle mais eficiente, ajudando a reduzir perdas e aumentar a produtividade”, afirma Castro.
  • Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): essa técnica alia o cultivo de grãos, o pastoreio do gado e o plantio de árvores em um mesmo sistema produtivo. A ILPF melhora a qualidade do solo, reduz a necessidade de insumos químicos e torna a produção mais sustentável.
Perspectivas para o futuro
Apesar dos avanços tecnológicos, o profissional da Soesp alerta que o maior desafio da pecuária ainda é fazer o básico bem feito. “Muitos investem em soluções inovadoras, mas esquecem do essencial: um manejo adequado e a correta adubação do solo”, destaca.
No futuro, a tendência é que novas práticas sustentáveis, como a ILPF, se consolidem como alternativas viáveis para aumentar a longevidade das pastagens. Além disso, a capacitação da mão de obra e o acompanhamento técnico qualificado seguirão sendo essenciais para garantir maior rentabilidade ao pecuarista.
“A capacitação da equipe é importante para o sucesso. Não adianta o produtor adotar técnicas avançadas se a sua equipe não estiver alinhada com as boas práticas de manejo”, ressalta Castro.
Outra tendência no setor é o aprimoramento das variedades forrageiras. Com o avanço da pesquisa genética, novas cultivares de capins mais produtivos e resistentes a pragas e mudanças climáticas estão sendo desenvolvidos. Isso pode trazer maior estabilidade para os pecuaristas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência no campo.
Por fim, o acompanhamento técnico seguirá sendo um fator decisivo para evitar erros e desperdícios. “Contar com acompanhamento técnico de confiança e insumo de qualidade, evita desperdícios e reduz o risco de prejuízo”, conclui o profissional.
Acompanhe as transmissões em tempo real e fique por
dentro das novidades do agronegócio.

Assistir agora

Canal 166 Canal 166
Canal 197 e 697 Canal 197 e 697
Canal 591 Canal 591
Disponível na antena Parabólica Digital e Analógica

AGENDA DE EVENTOS

03 de junho de 2026

Jaboticabal

Congresso

02 de junho de 2026

Lavras (MG)

59ª REUNIÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA

02 de junho de 2026

Araxá (MG)

EXPOQUEIJO 2026

02 de junho de 2026

Patos de Minas (MG)

4ª FENAMINAS

21 de maio de 2026

Ribeirão Preto - SP

22º INSECT SHOW

21 de maio de 2026

Porto Alegre - RS

CONBAP E ICPA 2026

19 de maio de 2026

São José do Rio Preto - SP

RIOPRETO COUNTRY BULLS

19 de maio de 2026

Patos de Minas - MG

MILKSHOW 2026

Acompanhe as transmissões em tempo real e fique por
dentro das novidades do agronegócio.

Assistir agora

Canal 166 Canal 166
Canal 197 e 697 Canal 197 e 697
Canal 591 Canal 591
Disponível na antena Parabólica Digital e Analógica