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Mercado do boi reduz ritmo das vendas, mas valores seguem elevados

Os frigoríficos ainda sinalizam para uma posição mais confortável em suas escalas de abate, destaca a Safras

Publicador Sites Externos Publicador Sites Externos 9 de outubro de 2020 às 22h27
boi gordo

Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo registrou preços mais altos em algumas regiões de produção e comercialização nesta sexta-feira, 9. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda sinalizam para uma posição mais confortável em suas escalas de abate, posicionadas entre quatro e cinco dias.

“Apesar da incidência de contratos a termo e a utilização de confinamentos próprios, foram evidenciadas  negociações acima da referência. Após uma agitada semana, o fluxo de negociações perdeu intensidade, algo que  deve ser encarado com naturalidade às vésperas de um feriado prolongado”, destaca.

Os animais destinados ao mercado chinês seguem disputados no mercado doméstico, com um ágio de aproximadamente R$ 7 em relação ao boi gordo destinados ao consumo local.

Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 261 a arroba, ante R$ 259 na quinta-feira, 9. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores ficaram em R$ 258 a arroba, contra R$ 256. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 255 a arroba, ante R$ 253. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 250 a arroba, inalterado. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 244 a arroba, estável.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, ainda consequência da entrada dos salários na economia. Durante a segunda quinzena do mês, o cenário muda de figura com uma reposição mais lenta entre  atacado e varejo, o que reduz a propensão a reajustes.

Com isso, a ponta de agulha seguiu em R$ 14,25 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,30 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 19,30 o quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 1,10%, sendo negociado a R$ 5,5270 para venda e a R$ 5,5250 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5120 e a máxima de R$ 5,840. Na semana, o dólar acumulou queda de 2,4% ante o real.

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