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Égua viva mais velha do mundo é reconhecida pelo Guinness aos 37 anos

Fancy recebeu o reconhecimento oficial nesta quarta-feira (25/2) e se tornou símbolo de longevidade, manejo e vínculo construído ao longo de quase quatro décadas

Cassia Carolina Cassia Carolina 27 de fevereiro de 2026 às 14h06
Égua viva mais velha do mundo é reconhecida pelo Guinness aos 37 anos

FOTO: Arquivo pessoal

A longevidade animal ganhou destaque internacional nesta quarta-feira (25/2), após o site do Guinness World Records divulgar oficialmente o reconhecimento de Fancy como a égua viva mais velha do mundo.

Aos 37 anos e 329 dias, a égua que vive em Aldie, na Virgínia (EUA), passou a integrar a lista de recordes mundiais, superando a marca anterior registrada pela instituição.

Nascida em 1º de abril de 1988, Fancy ultrapassou a expectativa média de vida da raça American Quarter Horse, que normalmente varia entre 25 e 35 anos.

O encontro que mudou duas vidas

A relação entre Fancy e sua tutora, Paige Sigmon Blumer, começou no fim da década de 1990, quando Paige tinha apenas oito anos.

Ela conheceu a égua em um centro de treinamento na Virgínia e, segundo o relato publicado pelo Guinness, a conexão foi imediata. Na época, Fancy ainda se chamava “Josey Wales”.

Após participar de uma competição no local e demonstrar maturidade para assumir a responsabilidade, Paige teve a confirmação que esperava: seus pais compraram a égua em junho de 2000.

Na época, ela tinha oito anos. Fancy, tinha 12. “Meu treinador me levou até a baia da Fancy e perguntou o que eu diria se ele me contasse que meu pai tinha acabado de comprá-la para mim…” relembra a mulher, em entrevista ao site do Guinness World Records “Foi um dos melhores momentos da minha vida.

“Eu rapidamente mudei o nome de Josey Wales para Fancy. Disse aos meus pais que ela era ‘chique demais para ter um nome tão feio’. E o nome pegou! A partir daquele dia, ela se tornou um membro essencial da família”, completa.

Paige recebendo prêmio de equitação com Fancy

Paige recebendo prêmio de equitação com Fancy, quando era criança. FOTO: Arquivo pessoal

Uma vida construída lado a lado

Desde então, as duas nunca mais se separaram. Paige cresceu, construiu carreira com formação na área veterinária, formou família e atravessou diferentes fases da vida ao lado da égua.

As duas, inclusive, fazem aniversário no mesmo dia, um detalhe simbólico que reforça o vínculo construído ao longo de quase quatro décadas.

Fancy acompanhou a infância, adolescência e vida adulta da tutora. E, recentemente, viveu um momento que Paige descreve como “um ciclo completo”: conhecer a filha da sua dona.

filha de Paige beijando Fancy

Filha de Paige beijando Fancy. FOTO: Arquivo pessoal

Manejo e adaptação na fase idosa: saúde monitorada de forma contínua

Com quase 38 anos, Fancy enfrenta desafios naturais do envelhecimento, como a Doença de Cushing e limitações digestivas.

Sua alimentação passou a ser cuidadosamente ajustada. Ela recebe feno com baixo teor de carboidratos não estruturais (NSC), ração umedecida e suplementação constante.

O acompanhamento inclui clínico geral, especialista em medicina interna, oftalmologista e ferrador fixo, uma rotina que demonstra planejamento e constância.

Com a perda parcial da visão, Fancy ganhou uma companheira inseparável: uma pequena jumenta chamada Rosie, adquirida para auxiliá-la na rotina.

As duas passam os dias alternando momentos ao sol, descanso e caminhadas leves pela propriedade. Segundo a tutora, a convivência trouxe ainda mais tranquilidade à fase atual da égua.

Fancy, Rosie e Paige com o certificado do Guinness World Records

Fancy, Rosie e Paige com o certificado do Guinness World Records. FOTO: Arquivo pessoal

Longevidade não acontece por acaso

A história de Fancy vai além do recorde internacional. Ela reforça uma mensagem importante também para o público do campo: longevidade é resultado de manejo, assistência técnica e adaptação à fase de vida.

Não houve “fórmula secreta”, segundo Paige, mas sim constância no cuidado, confiança na equipe veterinária e respeito às necessidades do animal ao longo dos anos.

O caso também levanta uma reflexão relevante. Muitos animais são valorizados apenas durante sua fase produtiva. A trajetória da égua americana mostra que o compromisso com bem-estar e responsabilidade sanitária deve permanecer até a velhice.

Fancy, Paige, Rosie, marido e filha em foto ensolarada

Fancy, Paige, Rosie, marido e filha em foto ensolarada. FOTO: Arquivo pessoal

Um símbolo de vínculo e responsabilidade

Hoje, Fancy segue sua rotina tranquila na fazenda, cercada pela tutora, pela filha de Paige e por sua companheira Rosie.

O título de égua viva mais velha do mundo, concedido pelo Guinness World Records, consolida não apenas uma marca histórica, mas uma história construída com cuidado técnico e presença constante. Para o produtor rural, o recado é direto: longevidade é planejamento ao longo do tempo.

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