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Aftosa: Mato Grosso deve adiar retirada da vacina para 2022

Em função da pandemia de coronavírus, as autoridades sanitárias decidiram manter a imunização do rebanho por mais um ano

Publicador Sites Externos Publicador Sites Externos 22 de outubro de 2020 às 23h00

O Mato Grosso pode se tornar estado livre da febre aftosa em 2022. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 22, durante o segundo fórum estadual de vigilância sanitária contra a doença, realizado em Cuiabá (MT) A retirada da vacina pode gerar uma economia de R$ 86 milhões por ano aos pecuaristas.

Durante o evento, todas as entidades que integram o Programa Nacional de Vigilância se juntaram para esclarecer dúvidas e mostrar o caminho para tornar Mato Grosso livre de febre aftosa sem vacinação. “Debater os boatos fortalece os fatos, e mostra a realidade que acontece no meio rural e a realidade que é o protocolo da retirada da vacina, o PNEFA que é um programa de dez anos feito e analisado com muito critério pelo ministério da agricultura”, diz Francisco de Castro superintendente do Senar – MT.

Na avaliação do presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) Oswaldo Pereira Ribeiro Júnior, a retirada da vacina no plantel ainda gera desconfiança entre alguns produtores. “Existe muita dúvida, principalmente porque temos muita barreira seca de fronteira com a Bolívia. Mas podemos afirmar hoje que não há vírus circulante na região, por isso estamos bem tranquilos para essa retirada da vacinação. No entanto é a parte técnica que vai com pesquisa e com estudo para tranquilizar o nosso produtor”, destaca.

A retirada da vacinação contra a febre aftosa segue um rigoroso cronograma técnico e foi definido pelo Ministério da Agricultura, Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) e é apoiado pela iniciativa privada. A previsão inicial era retirar a vacina em 2021, mas com a pandemia o processo precisou ser revisto. “O estado tem se capacitado em relação à vigilância das propriedades, onde monitoramos a possibilidade de doença estruturando o sistema de defesa, para que a gente possa no momento da retirada da vacina estar com todas as condições”, diz Marcos catão Dornelas Vilaça, presidente do Indea-MT.

Por ano, a vacinação contra aftosa custa aos produtores do estado R$ 86 milhões. O levantamento compreende os gastos com aquisição de vacinas, perdas causadas pelas lesões na carcaça dos animais e redução da produtividade de vacas em lactação após a aplicação. De acordo com Antônio Carlos de Souza presidente do Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa), os recursos para ações de segurança após a retirada da vacina já estão garantidos.

“Nós temos economizado nos últimos dez anos em torno de R$ 120 milhões que estão aplicados nas ações financeiras oficiais do Brasil para que a gente possa lançar mão desse recurso quando for necessário, como por exemplo pagar uma indenização ao produtor que seja obrigado a sacrificar seus animais por conta da doença”, explica o presidente do Fesa.

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