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Criador consegue liminar para impedir sacrifício de cavalo de R$ 50 mil com suspeita de mormo

O laboratório oficial do Ministério da Agricultura confirmou o diagnóstico, mas produtor diz que novo exame realizado em empresa privada deu negativo

Publicador Sites Externos Publicador Sites Externos 12 de janeiro de 2021 às 20h53

A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) foi pega de surpresa nesta segunda-feira, 11, ao ser notificada judicialmente de liminar que impede o sacrifício de um cavalo mangalarga marchador, avaliado em R$ 50 mil, que testou positivo para mormo. De acordo com o órgão, o resultado oficial sequer havia sido apresentado ao criador do animal.

Para entender melhor esta história, é preciso voltar algumas semanas no tempo. Em dezembro do ano passado, a Adapec foi comunicada por um laboratório particular que um cavalo, pertencente a um produtor de Nova Olinda (TO), havia testado positivo para mormo, em um exame por meio do método Elisa.

Seguindo os protocolos estabelecidos pelo governo federal, a empresa privada encaminhou a amostra ao laboratório oficial do Ministério da Agricultura, o Lanagro, que realizou o exame complementar para confirmar o diagnóstico pelo método Western Bloting.

O resultado positivo foi confirmado pelo Lanagro na sexta-feira, 8. Nesta segunda-feira, 11, a Adapec ia notificar o proprietário do animal, que, de acordo com a legislação, teria o prazo de até 15 dias para sacrificar o cavalo. Porém, neste interim, o dono do animal conseguiu a liminar com o juiz da comarca de Araguaína.

De acordo com o juiz Álvaro Nascimento Cunha, o proprietário foi notificado pelo laboratório privado no dia 10 de dezembro e foi orientado a isolar o animal. O criador teria decidido fazer um novo teste, que teria dado negativo. Ainda segundo a liminar, o cavalo não estaria apresentando sintomas de mormo.

“A Adapec informa que irá recorrer da decisão para defender o sistema de defesa agropecuária evitando que esta doença seja transmitida para outros animais, protegendo assim, o rebanho de equídeos do estado, bem como a saúde pública por se tratar de uma doença que pode ser transmissível para o ser humano”, diz a agência.

Mormo é risco para cavalos e humanos

Mormo é uma doença infectocontagiosa causada por bactéria que acomete principalmente os equídeos (asininos, equinos e muares). Nos equídeos, os principais sintomas são nódulos nas narinas, corrimento purulento, pneumonia, febre e e emagrecimento. Existe ainda a forma latente (assintomática) na qual os animais não apresentam sintomas, mas possuem a enfermidade. “Não existe vacina ou tratamento para o mormo, ressalta a Adapec”, diz.

O produtor rural deve ficar atento, realizar os exames regularmente, já que a validade é de 60 dias, exigi-los ao comprar um animal, evitar que ele tenha contato direto com outros. Caso o dono do equídeo suspeite que o animal esteja infectado deve isolá-lo e comunicar imediatamente a Adapec.

No manuseio deve ter cuidado redobrado, pois a doença pode ser transmitida ao homem, o recomendado é utilizar luvas e máscaras, e evitar ao máximo que ele tenha contato com outros animais e humanos.

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