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Em nova queda, boi gordo é negociado a R$ 280 em São Paulo

Preços do boi gordo vem acumulando sucessivas quedas, com previsão para novas baixas no mercado interno, aponta Safras

Publicador Sites Externos Publicador Sites Externos 25 de novembro de 2020 às 21h31

Foto: Gisele Rosso: Embrapa Pecuária Sudeste

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais baixos nesta quarta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, algumas unidades frigoríficas saíram das negociações, alegando bom ritmo de compras no decorrer da semana.

“A tendência é que a reabertura dos preços ocorra em patamar mais baixo. Portanto, os frigoríficos começaram a se movimentar para continuar exercendo pressão sobre os preços do boi junto ao pecuarista. Contudo, a entrada do décimo terceiro salário e outras bonificações inerentes ao período de festas pode atenuar os efeitos desta estratégia dos frigoríficos, avaliando a boa reposição entre atacado e varejo que costuma marcar essa época do ano”, diz o analista

“Somado a isso, temos o quadro anêmico de oferta, com uma enorme dependência de confinados para atender a programação dos frigoríficos no período de maior consumo do ano. Ou seja, por mais que os frigoríficos tentem exercer pressão, existem elementos que justificam a manutenção dos preços no restante do ano”, complementa Iglesias.

Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 280 a arroba, ante R$ 281. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores chegaram a R$ 275 a arroba, estáveis. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a arroba do boi gordo ficou em R$ 270, inalterado. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 270 a arroba, também estável. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o valor ficou em R$ 265 a contra R$ 266 a arroba.

 Atacado

No mercado atacadista, os preços seguem acomodados. De acordo com Iglesias, ainda há expectativa de alguma reação dos preços. No entanto, o limite para este movimento está na saturação da demanda, que encontra dificuldades em absorver reajustes seguidos do mesmo produto, migrando para proteínas mais acessíveis, enfaticamente o caso da carne de frango. Importante destacar que as exportações de carne bovina seguem em ótimo nível, com a China absorvendo volumes substanciais de proteína animal brasileira.

Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro  seguiu em R$ 16,30 o quilo, e a ponta de agulha continuou em R$ 15,70 o quilo.

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