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Gado em pé: exportações brasileiras crescem 121% em abril de 2026

Brasil embarcou 144,5 mil bovinos em abril, com forte demanda do Oriente Médio e liderança do Pará nos embarques

Cassia Carolina Cassia Carolina 27 de maio de 2026 às 21h43

A exportação de gado em pé brasileira segue em forte ritmo de crescimento em 2026. Somente em abril, o país embarcou 144,5 mil bovinos vivos para diferentes mercados internacionais, resultado que representa alta de 121,12% em relação ao mesmo período de 2025, quando haviam sido exportadas 65,3 mil cabeças. As informações foram divulgadas pela Scot Consultoria, nesta quarta-feira (27/5).

O desempenho reforça o cenário positivo para a pecuária nacional no comércio exterior. Em 2025, o Brasil já havia alcançado recorde histórico nas exportações de bovinos vivos, com 1,05 milhão de cabeças embarcadas ao longo do ano. Agora, nos quatro primeiros meses de 2026, o volume acumulado já soma 448,5 mil animais.

A demanda internacional por gado em pé segue aquecida principalmente nos países do Oriente Médio e Norte da África, regiões que continuam ampliando as compras de bovinos brasileiros mesmo diante das instabilidades geopolíticas.

Pará lidera embarques de gado em pé

O Pará foi o principal estado exportador em abril, concentrando 61,6% de todos os embarques realizados pelo Brasil. Ao todo, foram exportadas 89,1 mil cabeças, com preço médio de US$ 1.154,78 por animal.

Na segunda colocação aparece o Rio Grande do Sul, com 30,9 mil cabeças embarcadas e o maior valor médio unitário entre os estados exportadores: US$ 1.363,55 por bovino.

São Paulo ficou na terceira posição, com 24,3 mil animais exportados por meio do Porto de São Sebastião. O estado registrou preço médio de US$ 1.139,84 por cabeça. Minas Gerais e Roraima participaram com volumes menores, próximos de 100 animais cada.

Entre os principais destinos do gado brasileiro, a Turquia liderou as importações em abril, absorvendo 38% dos embarques nacionais. O país adquiriu 54,9 mil cabeças, pagando valor médio de US$ 1.208,56 por animal.

O Egito ocupou a segunda posição, com 30,3 mil cabeças importadas, seguido pelo Iraque, que comprou 22,7 mil bovinos brasileiros. Também aparecem entre os compradores o Líbano, Argélia e Arábia Saudita.

Oriente Médio mantém demanda aquecida

Mesmo com os conflitos e tensões regionais no Oriente Médio, a importação de gado em pé segue firme. A necessidade de garantir segurança alimentar e as exigências ligadas ao abate Halal sustentam a demanda por bovinos vivos na região.

A expectativa do mercado é de continuidade no bom desempenho das exportações brasileiras ao longo de 2026. Ainda assim, o setor monitora fatores que podem impactar os embarques, como o aumento dos custos logísticos e possíveis alterações nas rotas marítimas em função dos conflitos internacionais.

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