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Importação de leite sobe e aumenta pressão sobre o produtor brasileiro

Com mais oferta interna e produto importado quase 30% mais barato, mercado segue pressionado e exige atenção do pecuarista

Cassia Carolina Cassia Carolina 7 de dezembro de 2025 às 12h00
Importação de leite sobe e aumenta pressão sobre o produtor brasileiro

FOTO: Ilustrativa l Freepik

A importação de lácteos voltou a crescer e acendeu um alerta para a pecuária leiteira. Segundo a Scot Consultoria, que divulgou os dados na última segunda-feira (1/12), o mercado segue pressionado pela combinação de alta oferta interna e demanda que não avança no mesmo ritmo, cenário que mantém os preços pagos ao produtor em queda consecutiva.

De acordo com o IBGE, a produção inspecionada no primeiro semestre aumentou 6,9%, enquanto a captação formal de leite no terceiro trimestre subiu 10,3% frente ao mesmo período de 2024. O avanço expressivo da oferta encontra um consumo ainda moderado, o que sustenta o ambiente de preços mais baixos no campo.

Importação cresce e amplia a pressão sobre os preços

Em setembro e outubro, o volume de lácteos comprados pelo Brasil cresceu 21,1% e 8%, respectivamente, com Argentina e Uruguai como principais fornecedores. O leite em pó, responsável por 72,5% das compras externas, foi o produto mais adquirido.

A competitividade do mercado internacional tem sido determinante: o leite em pó importado custou, em média, US$ 3,79/kg nos últimos dois meses analisados, enquanto o produto nacional ficou em US$ 5,74/kg no atacado. O diferencial significa que o derivado vindo de fora chegou ao Brasil 29,6% mais barato, condição que afeta diretamente a formação de preços ao produtor.

Carta leite da Scot Consultoria

Importação brasileira de leite em pó, em mil toneladas. IMAGEM: Secex / Elaborado por Scot Consultoria

Apesar do aumento recente, o volume acumulado de leite em pó importado de janeiro a outubro ficou 0,8% menor que o registrado em igual período de 2024. Ainda assim, os sinais vindos do mercado global mantêm o setor atento. A plataforma Global Dairy Trade projeta queda nos preços internacionais do leite em pó, reflexo de uma oferta mundial elevada. A demanda cresceu, mas não o suficiente para equilibrar o mercado.

No cenário doméstico, a perspectiva é de continuidade da alta produção. O retorno das chuvas deve favorecer as pastagens, ampliando a oferta e reduzindo o apetite brasileiro por importações. Além disso, alguns estados adotaram measures indiretas que dificultam o fluxo de lácteos importados, contribuindo para o desestímulo às compras externas.

Para o pecuarista, o quadro reforça a necessidade de planejamento: custos de produção, alimentação, gestão de volumosos e eficiência do rebanho tornam-se ainda mais decisivos em um mercado de preços pressionados e oferta farta.

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