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Suínos: capacidade de produção na China deve se recuperar até o 1º semestre de 2021

Apesar de recomposição do rebanho, China comprará mais do dobro do que ela comprava antes dos problemas de PSA, afirma presidente da ABPA

Publicador Sites Externos Publicador Sites Externos 15 de dezembro de 2020 às 23h11

Os rebanhos de suínos da China, que foram afetados pela peste suína africana nos últimos dois anos, tiveram recuperação de mais de 90% dos níveis normais até o final de novembro. A informação foi confirmada pela Agência Oficial de Notícias Chinesa, a Xi-Rúa. Citando o Ministério da Agricultura Chinês, a Agência afirmou que a capacidade de produção deve se recuperar até o primeiro semestre do próximo ano.

Apesar da recomposição do rebanho chinês, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, tranquiliza os produtores brasileiros e afirma que ainda há sustentabilidade no mercado da China para exportações consistentes pelo menos para os próximos dois anos.

“O Rabobank prevê que a China produza 42 milhões de toneladas no ano de 2021, o que é muito menor do que as 54 milhões que estavam produzindo. E, o fato de estarem repondo o rebanho significa que levará pelo menos um ano e meio ou mais para o produto ir para a prateleira”, relata.

Santin também afirma que a China, país mais populoso do mundo, com o passar dos anos, vai aumentar o seu consumo, o que manterá um mercado estável. “Quando chegar em 2023, a China não vai precisar apenas de 54 milhões de toneladas, e sim por volta de 57 milhões. O Conselho de Estado do país afirmou que eles serão auto suficientes para a carne suína em 95%, o que resta ainda por volta de 3 milhões de toneladas para importação”, completa.

E, mesmo com o mercado de suínos para a China estável, outros países da Ásia como Coréia do Sul, Japão e Singapura estão aumentando as importações, além da possível abertura de mercado do Canadá para o ano que vem.

“O Canadá e o México são dois grandes importadores de suínos. Na Europa, se o acordo com o Mercosul for concretizado, o Brasil poderá exportar até 25 milhões de toneladas  sem tarifas exageradas. Além da China, outros mercados cresceram. Para Singapura, por exemplo, o volume exportado cresceu 200% em 2020, ou seja, há outras alternativas”, destaca.

Dessa forma, a abertura de novos mercados somados ao apetite que ainda virá da China, deve garantir um cenário positivo, mas vale lembrar que o preço dos grãos está mais caro, o que impacta nos ajustes do preço dos produtos.

Em relação aos possíveis ajustes de preço, Santin analisa: “a força da demanda em 2020 foi muito agressiva, tanto que houve um aumento de quase 40% das exportações e a receita cambial cresceu 52%, ou seja, o preço subiu mais do que o volume. Mesmo com a diminuição da força de compra, os volumes serão importantes e não irá prejudicar a indústria nacional”. 

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