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A vacinação bovina é uma das práticas mais importantes para garantir a sanidade do rebanho e proteger a produtividade das fazendas. No entanto, a eficiência desse manejo depende não apenas da qualidade dos imunizantes, mas também da forma como os animais são conduzidos durante a aplicação.
Segundo especialistas, a adoção de equipamentos adequados para contenção individual dos bovinos contribui para reduzir acidentes, minimizar o estresse dos animais e aumentar a precisão na aplicação das vacinas. Além disso, a prática favorece o bem-estar animal e humano, trazendo ganhos operacionais e econômicos para o pecuarista.
De acordo com Carla Ferrarini, gerente de Comunicação e Bem-estar Animal e Humano da Beckhauser, a contenção individual oferece mais segurança durante o procedimento.
“Quando o animal é contido individualmente, há mais segurança para quem está realizando o manejo e para o próprio animal. Isso reduz riscos de acidentes, evita situações de estresse e minimiza desconfortos. Além disso, torna o processo mais eficiente e garante maior assertividade na aplicação da vacina, tanto na dosagem quanto na administração no local adequado”, explica.
Em muitas propriedades, a vacinação ainda ocorre em bretes coletivos, situação que pode aumentar o risco de quedas, lesões e acidentes de trabalho. Nesses casos, também crescem as chances de falhas na imunização, comprometendo os resultados sanitários esperados.
Contenção individual aumenta a eficiência da vacinação bovina
Além dos impactos sobre o bem-estar, a vacinação bovina realizada de forma inadequada pode gerar prejuízos financeiros ao produtor. Erros na aplicação favorecem subdosagens ou superdosagens, desperdício de vacinas, quebra de agulhas e até a formação de abscessos vacinais, fatores que afetam diretamente a produtividade do rebanho.
“Quando o manejo é feito corretamente, o impacto econômico aparece de forma muito clara. Você evita desperdícios, reduz riscos e torna toda a operação mais eficiente”, destaca Carla.
Estudos conduzidos pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), de Jaboticabal (SP), indicam que o tempo gasto para vacinar animais em contenção individual é praticamente o mesmo observado nos sistemas coletivos. A principal diferença está nos resultados, já que o modelo individual reduz perdas, diminui a ocorrência de acidentes e aumenta a eficiência operacional da equipe.
Outra recomendação para melhorar o manejo é a utilização da chamada “escolinha”, técnica que consiste em permitir que os animais passem pelos equipamentos de contenção antes da realização dos procedimentos sanitários. O objetivo é familiarizar o rebanho com a estrutura e reduzir a reatividade durante manejos futuros.
Com planejamento, estrutura adequada e boas práticas de manejo, a vacinação bovina se torna mais segura, eficiente e rentável, contribuindo para a saúde do rebanho e para os resultados da atividade pecuária.