MERCADO INTERNACIONAL
Exportação de bovinos vivos recua em fevereiro, mas ano começa forte
Após recorde em janeiro, embarques caem no mês, mas acumulado do ano segue em alta e mantém expectativa positiva para o mercado

FOTO: Marine Traffic
A exportação de bovinos vivos registrou queda em fevereiro de 2026, mas o cenário geral ainda é positivo para o pecuarista brasileiro. Segundo dados da Scot Consultoria, o volume embarcado no mês foi de 50,7 mil cabeças, recuo de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Apesar da retração mensal, o primeiro bimestre mostra força no mercado. Entre janeiro e fevereiro, foram exportadas 220,3 mil cabeças de bovinos vivos, alta de 44,9% na comparação anual.
Esse desempenho foi puxado principalmente por janeiro, que registrou 169,5 mil cabeças embarcadas, o maior volume já registrado em um único mês.
Janeiro impulsiona resultado do bimestre
O forte ritmo de embarques no início do ano sustenta o crescimento acumulado e reforça o interesse internacional pelo gado brasileiro.
O resultado também vem na esteira de um ano histórico: em 2025, o Brasil exportou 1,05 milhão de cabeças, o maior volume já registrado, superando o desempenho de 2024.

Em 2025, o Brasil exportou 1,05 milhão de cabeças de bovinos vivos. IMAGEM: Scot Consultoria
Pará lidera exportações em fevereiro
Entre os estados exportadores, o Pará liderou os embarques de bovinos vivos em fevereiro, com 49,2% do total, o equivalente a 27,1 mil cabeças.
Na sequência aparecem:
- Rio Grande do Sul: 17,6 mil cabeças
- Mato Grosso: 1,1 mil cabeças
- Roraima: 50 cabeças
Além disso, cerca de 4,7 mil cabeças tiveram origem não declarada, segundo dados da Secex.
Oriente Médio segue como principal destino
A demanda internacional segue concentrada no Oriente Médio e Norte da África. Em fevereiro, os principais compradores de bovinos vivos foram:
- Egito: 41,7%
- Turquia: 34,4%
- Iraque: 12,1%
- Marrocos: 5,5%
- Líbano: 4,2%
- Argélia: 2,2%
- Guiana: 0,1%
O que o pecuarista deve observar em 2026
A expectativa é de que a exportação de bovinos vivos permaneça firme ao longo de 2026, sustentada pela demanda externa.
No entanto, o pecuarista precisa ficar atento a fatores logísticos. O custo do frete e possíveis mudanças nas rotas de exportação podem impactar o mercado, especialmente devido aos conflitos no Oriente Médio, região que concentra os principais compradores.



