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MERCADO INTERNACIONAL

Exportação de bovinos vivos recua em fevereiro, mas ano começa forte

Após recorde em janeiro, embarques caem no mês, mas acumulado do ano segue em alta e mantém expectativa positiva para o mercado

Por Cássia Carolina
05 de abril de 2026 às 09h00
Exportação de bovinos vivos recua em fevereiro, mas ano começa forte

FOTO: Marine Traffic

A exportação de bovinos vivos registrou queda em fevereiro de 2026, mas o cenário geral ainda é positivo para o pecuarista brasileiro. Segundo dados da Scot Consultoria, o volume embarcado no mês foi de 50,7 mil cabeças, recuo de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar da retração mensal, o primeiro bimestre mostra força no mercado. Entre janeiro e fevereiro, foram exportadas 220,3 mil cabeças de bovinos vivos, alta de 44,9% na comparação anual.

Esse desempenho foi puxado principalmente por janeiro, que registrou 169,5 mil cabeças embarcadas, o maior volume já registrado em um único mês.

Janeiro impulsiona resultado do bimestre

O forte ritmo de embarques no início do ano sustenta o crescimento acumulado e reforça o interesse internacional pelo gado brasileiro.

O resultado também vem na esteira de um ano histórico: em 2025, o Brasil exportou 1,05 milhão de cabeças, o maior volume já registrado, superando o desempenho de 2024.

em 2025, o Brasil exportou 1,05 milhão de cabeças de bovinos vivos

Em 2025, o Brasil exportou 1,05 milhão de cabeças de bovinos vivos. IMAGEM: Scot Consultoria

Pará lidera exportações em fevereiro

Entre os estados exportadores, o Pará liderou os embarques de bovinos vivos em fevereiro, com 49,2% do total, o equivalente a 27,1 mil cabeças.

Na sequência aparecem:

  • Rio Grande do Sul: 17,6 mil cabeças
  • Mato Grosso: 1,1 mil cabeças
  • Roraima: 50 cabeças

Além disso, cerca de 4,7 mil cabeças tiveram origem não declarada, segundo dados da Secex.

Oriente Médio segue como principal destino

A demanda internacional segue concentrada no Oriente Médio e Norte da África. Em fevereiro, os principais compradores de bovinos vivos foram:

  • Egito: 41,7%
  • Turquia: 34,4%
  • Iraque: 12,1%
  • Marrocos: 5,5%
  • Líbano: 4,2%
  • Argélia: 2,2%
  • Guiana: 0,1%

O que o pecuarista deve observar em 2026

A expectativa é de que a exportação de bovinos vivos permaneça firme ao longo de 2026, sustentada pela demanda externa.

No entanto, o pecuarista precisa ficar atento a fatores logísticos. O custo do frete e possíveis mudanças nas rotas de exportação podem impactar o mercado, especialmente devido aos conflitos no Oriente Médio, região que concentra os principais compradores.